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Comemoração

Guarda Municipal de Curitiba comemora 40 anos com avanço da tecnologia e ferramentas digitais para enfrentar a criminalidade

Criada no dia 17 de julho de 1986, a primeira turma da Guarda Municipal era formada por 110 guardas. Após quatro décadas, a corporação conta hoje com efetivo de 1.320 servidores.

Guarda Municipal de Curitiba completa 40 anos em 2026. Foto: Divulgação/ Arquivo GMC

Texto: Mirela Maganini Ferreira (Secom)


Nos primeiros seis meses de 2026, a Guarda Municipal de Curitiba (GMC) atendeu 36 mil ocorrências e realizou a prisão em flagrante de 815 suspeitos, números que mostram a importância da atuação da corporação na segurança pública no município ao longo dessas quatro décadas de criação, comemorada nesta sexta-feira (17/7). 


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Há 40 anos, no dia 17 de julho de 1986, quando a corporação foi criada, o município apresentava uma realidade diferente na área de segurança pública, com o crescimento dos casos de vandalismo e depredações do patrimônio público municipal. Para conter esses crimes, na época foi necessário criar um grupo especializado para proteger o cidadão e cuidar também dos bens públicos do município. Nascia, com esse propósito, a Guarda Municipal de Curitiba, com a primeira turma de servidores formada por 110 guardas que concluíram o curso de formação no dia 4 de agosto de 1988. A missão inicial era prestar atendimento às praças, parques, bosques, creches, escolas, centros de saúde, ciclovias, terminais de transportes e demais equipamentos do município.


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O comandante da Guarda Municipal de Curitiba, Inspetor José Carlos Felipus Costa, destaca que, quando a Guarda Municipal foi criada, iniciava-se um projeto visionário para Curitiba. Em 1988, os primeiros guardas passaram a atuar nas ruas, formando uma instituição que cresceu junto com a cidade e com as demandas da sociedade. Após quatro décadas de trabalho, a GMC conta hoje com efetivo de 1.320 servidores, 1.217 homens e 103 mulheres, que têm a atuação integrada com os demais órgãos da segurança pública para combater o avanço da criminalidade.


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"A atuação da guarda acompanha a evolução da própria segurança pública brasileira. A Constituição Federal, a legislação nacional e a recente consolidação da jurisprudência dos tribunais superiores reforçam aquilo que a sociedade já reconhecia: que as Guardas Municipais são protagonistas na construção de cidades mais seguras. Esses profissionais enfrentam desafios diariamente, colocando o interesse coletivo acima de tudo”, afirma Felipus.  


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A GMC possui 11 unidades especializadas para atender a população com maior eficiência, com grupos e patrulhas voltados para atendimentos específicos a determinados crimes, como a Patrulha da Vida e da Saúde criada em 2026, a de Proteção ao Transporte Coletivo, Proteção Digital, criadas em 2025, e as Patrulhas Maria da Penha, de Proteção Escolar, de Proteção Animal e Ciclo Patrulha, além dos grupamentos de Trânsito (GTran), de Operações com Cães, Tático de Motos (GTM) e de Operações Especiais (GOE).


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“Após quatro décadas a corporação se transformou, tornou-se mais robusta e moderna, com profissionais altamente capacitados, equipamentos modernos, tecnologias inovadoras e grupamentos especializados”, ressaltou o Comandante Felipus Costa. 

Tecnologia para enfrentar a criminalidade 

A incorporação de novas tecnologias, com o uso da inteligência artificial e o monitoramento das mais de 2 mil e 100 câmeras da Muralha Digital, com ferramentas digitais integradas ao trabalho das equipes operacionais, ampliaram a capacidade de enfrentamento a criminalidade nos últimos anos. 

O desafio do Supervisor da GMC e coordenador da Muralha Digital, Antônio Carlos Moreira Flausino, o ex-bancário que deixou a profissão em 1994 para ingressar na escola da 7ª Turma da Guarda Municipal de Curitiba, é realizar a integração entre a tecnologia da Muralha Digital e o efetivo operacional que atua na linha de frente.    


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Durante a entrevista gravada no Centro de Operações da Guarda Municipal, onde fica o coração pulsante da Muralha Digital, Flausino interrompeu a conversa para acompanhar a movimentação das câmeras de  monitoramento da área central, que registraram um furto de correntinhas, na tarde de quarta-feira (15/7). Com ajuda dos operadores da GMC que realizam o monitoramento em tempo real, eles traçavam a rota de fuga do suspeito que corria pelo centro, para acionar imediatamente as equipes operacionais da região central. 

“Na década de 90, o guarda que atuava na rua tinha disponível apenas um rádio HT analógico, agora nossos rádios são digitais, temos tecnologia embarcada nas viaturas, com câmeras com reconhecimento facial que permitem também o acompanhamento das ocorrências em tempo real aqui na Muralha. Temos GPS embarcado nas viaturas que permite localizar a viatura mais próxima para atender a ocorrência, isso facilita bastante nosso dia a dia”, esclarece Flausino.   


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Com uma experiência de 32 anos, Flausino atuou no Grupo de Operações Especiais (GOE), nas regionais Matriz, Cajuru, e Boqueirão, na extinta secretaria municipal Antidrogas, época que criou o Canil da Guarda Municipal em 2007 e o Projeto Cão Amigo, de prevenção ao uso de drogas. Em janeiro de 2026, ele deixou o Grupo de Pronto Emprego Operacional (GPEO), que cuida da região central de Curitiba, onde atuou por quase 10 anos para assumir a coordenação da Muralha Digital, com a missão de promover a integração entre o tecnológico e operacional para o atendimento cada vez mais eficiente da Guarda Municipal de Curitiba.   


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“Os agentes que atuam no monitoramento possuem um olhar diferenciado, um feeling policial  que permite um olhar mais minucioso, mais crítico, que permite perceber e antecipar uma ação ou crime  antes ou no momento que ele acontece, para acionar imediatamente as equipes que atuam nas ruas para efetuar o flagrante”, explica Flausino. Só em 2026, foram registrados diversas prisões com uso da tecnologia da Muralha Digital, prisões em flagrante no centro por tráfico de drogas na Praça Tiradentes e nas imediações, além da prisões de foragidos com mandados em aberto na rodoviária de Curitiba, na rua da Cidadania do Pinheirinho e Boa Vista, com o reconhecimento facial por meio das câmeras da Muralha Digital. 

Maior patrimônio

Para o comandante da Guarda Municipal de Curitiba, José Carlos Felipus Costa, o maior patrimônio da Guarda Municipal de Curitiba nesses 40 anos são as pessoas, cada Guarda Municipal que veste a farda e carrega consigo a responsabilidade de proteger vidas, de preservar direitos e servir à população de Curitiba com respeito, equilíbrio e humanidade.  

"Tenho orgulho de assumir a nobre missão de comandar uma instituição formada por profissionais comprometidos, preparados e vocacionados para o serviço público. Quatro décadas representam muito mais do que a passagem do tempo. Representam uma história construída por homens e mulheres que dedicam suas vidas à proteção da cidade, ao atendimento da população e à defesa do patrimônio público. Uma trajetória marcada por coragem, profissionalismo, compromisso e espírito de serviço”, reforça o comandante.