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Desigualdade social e renda

Grande Curitiba tem 2º menor índice de pobreza entre as principais metrópoles do país

Pesquisa do Observatório das Metrópoles mostra, também, que na RMC a renda média cresceu de R$ 2.453,00 em 2022 para R$ 3.265,00 em 2025

Grande Curitiba tem 2º menor índice de pobreza entre as principais metrópoles do país. Foto: isabella Mayer/SECOM (arquivo)

O Observatório das Metrópoles divulgou, nesta quinta-feira (11/6), o Boletim Desigualdade nas Metrópoles, com dados referentes ao ano de 2025. O estudo compara dados sobre desigualdade social e renda das principais regiões metropolitanas do país. O boletim mostra que a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) tem um dos menores percentuais de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza. Em 2022, a população considerada pobre era de 17,4% e diminuiu para 10,4% em 2025. Os considerados em extrema pobreza eram 2,4% da população da região metropolitana de Curitiba e este número diminuiu para 1,6% em 2025.

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Entre as principais regiões metropolitanas do país, a de Curitiba possui o segundo menor percentual de pessoas em pobreza, atrás apenas da região metropolitana de Florianópolis (SC), que tem 7,7% e no caso de extrema pobreza, a RMC fica atrás apenas da região metropolitana de Goiânia (GO), que tem o percentual de 1,5%. O percentual de pessoas em situação de pobreza no conjunto das Regiões Metropolitanas do Brasil é de 18,4%.

Para os fins desta pesquisa são consideradas pobres as famílias tem R$ 729,70 de renda per capita mensal e a linha de extrema pobreza é de R$ 229,03.

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Renda média

Além de ter um dos menores percentuais de população considerada pobre, a Região Metropolitana de Curitiba teve um crescimento na renda média de toda sua população. A Média dos Rendimentos na RMC era de R$ 2.453,00 em 2022 e cresceu para R$ 3.265,00 em 2025. Este crescimento beneficiou especialmente os mais pobres. Quando considerada só a renda dos 40% mais pobres, a média cresceu de R$ 765,00 em 2022 para R$ 1006,00 em 2025.

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No comparativo com as demais regiões metropolitanas, a RMC aparece em terceiro lugar com as maiores rendas médias. Em primeiro lugar está Brasília (DF), com R$ 4 mil de renda média, e Florianópolis (SC), com R$ 3.449,00. A média de rendimentos para o conjunto das Regiões Metropolitanas ficou em R$ 2.766,00 em 2025.

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Desigualdade

O coeficiente de Gini mede o grau de distribuição de rendimentos entre os indivíduos de uma população, variando de zero a um. O valor zero representa a situação de completa igualdade, em que todos teriam a mesma renda, e o valor um representa uma situação de completa desigualdade, em que uma só pessoa deteria toda a renda. A RMC possui um dos menores índices com coeficiente 0,497, ocupando a quinta colocação entre as regiões metropolitanas. A primeira colocação é do Vale do Rio Cuiabá (MT), com índice 0,459; seguida de Florianópolis (SC), 0,485; Manaus (AM), 0,485; e Macapá (AP), 0,493.  

O Observatório das Metrópoles é um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além do campo acadêmico, o Observatório reúne instituições e pesquisadores dos campos governamental e não governamental.

Trabalho conjunto de desenvolvimento

O secretário para o Desenvolvimento da Região Metropolitana, Thiago Bonagura, destaca que os resultados refletem o trabalho de desenvolvimento integrado em todo o anel metropolitano. “É por isso que acreditamos nos programas sociais. Aqui na região metropolitana, esses programas são realizados de maneira séria, levando em consideração todas as legislações, respeitando, atendendo quem realmente necessita. E em outro ponto, nós também temos um investimento pesado na geração de emprego. Dando emprego à população, nós conseguimos dar um salto importante na melhoria de qualidade de vida das pessoas e gradativamente também na renda do cidadão”, pontua o secretário.


Aumento da renda pela qualificação e geração de empregos

A cidade de Curitiba, responsável por mais de metade da população da RMC, tem uma série de programas de empregabilidade e geração de renda que contribuem para estes bons índices. Entre as iniciativas da Prefeitura está o portal Emprega Curitiba, que conecta trabalhadores às vagas abertas pelas empresas da cidade. A plataforma reúne milhares de oportunidades e permite que os candidatos se candidatem de forma rápida e acessível. O atendimento também chega às comunidades por meio das três unidades do Sine Móvel, que percorrem diferentes regiões da cidade oferecendo encaminhamento para vagas e orientações profissionais. A iniciativa facilita o acesso ao mercado de trabalho, especialmente para quem tem dificuldade de deslocamento.

A qualificação profissional também tem papel fundamental no aumento da renda e na ampliação das oportunidades. Por meio do Vale-Qualificação, os trabalhadores podem escolher cursos gratuitos oferecidos por instituições de ensino parceiras da Prefeitura, adquirindo conhecimentos alinhados às demandas do mercado. Já o Centro de Qualificação Profissional oferece mensalmente cursos gratuitos em diversas áreas, preparando os alunos para ingressar ou se reposicionar no mercado de trabalho.

“Emprego e qualificação caminham juntos. Nosso objetivo é criar oportunidades para que as pessoas possam acessar vagas, desenvolver novas competências e conquistar melhores condições de vida. Curitiba tem investido fortemente em programas que aproximam trabalhadores e empresas, fortalecendo a economia e promovendo inclusão social”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento.