Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Adriano Kotsan
Prefeitura de Curitiba
Força-tarefa da Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba, Unidade de Vigilância de Zoonoses e a equipe veterinária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) deu nova vida para 13 gatos de Curitiba.
Em maio, 13 gatos foram resgatados da casa de uma mulher em situação de vulnerabilidade social e que tinha animais em excesso, na CIC. O caso era acompanhado pela Rede de Proteção Animal e os gatos foram levados pela Unidade de Vigilância de Zoonoses para atendimento na Clínica Veterinária Escola da PUCPR.
Além do número excessivo para o local, os animais estavam com esporotricose, uma infecção causada por fungos que provoca feridas na pele e é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para humanos e vice-versa.
Todos os animais passaram por um tratamento rigoroso e foram castrados. Dos 13 gatos resgatados, 12 já foram adotados e estão em novos lares.
Neste mês, quatro gatos de outra situação similar na Regional Cajuru passaram pela mesma abordagem integrada entre as secretarias, foram levados para atendimento na unidade veterinária da PUCPR e estão atualmente em tratamento.
Consultas gratuitas
Desde o ano passado, um contrato firmado entre a Prefeitura e a Clínica Veterinária Escola da PUCPR permite atendimentos gratuitos a gatos potencialmente acometidos pela esporotricose.
As consultas precisam ser agendadas previamente, pelo site da Rede de Proteção Animal, na área de eventos.
De acordo com o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, a esporotricose é uma doença que precisa ser tratada com atenção.
“A esporotricose é uma doença fúngica que pode ser transmitida do gato infectado para outros gatos e até para as pessoas, principalmente por arranhões e mordidas. O tratamento rápido ajuda a mitigar a propagação dessa doença e por este motivo temos os serviços especializados contratados da PUCPR”, disse Evaristo.
No enfrentamento da esporotricose, a abordagem de saúde única mostra que o tratamento precoce e adequado de gatos infectados não apenas promove o bem-estar animal, mas evita a disseminação do fungo para outros animais e também ao ambiente, além de contribuir na redução da incidência da esporotricose humana.
Em Curitiba, atualmente, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), entrega o antifúngico gratuitamente para os tutores de animais acometidos pela doença, desde que haja a prescrição médico-veterinária prévia.
Hospital veterinário
Além da PUCPR, o Hospital Veterinário Municipal São Francisco de Assis também oferece gratuitamente consultas para o diagnóstico de esporotricose, entre outras doenças. No caso do Hospital, a entrega do medicamento para o tratamento da esporotricose é feita para gatos que receberem atendimento no local.
O atendimento é realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por intermédio do Centro de Medicina Veterinária do Coletivo.