Texto: Joao Maximo Salomao Filho
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A Rua da Cidadania do Pinheirinho recebeu, nesta quarta-feira (8/7), a Festa Julina InterCAPS , que reuniu centenas pessoas atendidas nos 10 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), familiares, moradores das Residências terapêuticas e profissionais de Saúde Mental.
Os participantes aproveitaram uma animada quadrilha, diversas brincadeiras, o tradicional correio elegante, karaokê, além de um lanche especial, tudo preparado para proporcionar momentos de acolhimento e celebração.
Luciana da Silva Sydor, coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), declara que a festa promove integração, convivência e valorização da saúde mental por meio da cultura, da diversão e da participação da comunidade.
“Este tipo de evento lida com questões como autonomia, autoestima e a quebra de estigmas, algo muito importante para os usuários. Também é um momento de mostrarmos nosso trabalho para toda a comunidade”, afirmou.
Luciana, que também é psicóloga, diz que percebe que participar destas festas contribui positivamente para a melhora do usuários do Caps. “Percebemos uma melhora no desempenho deles, na relação com a família. Também é importante para os que lidam com dependência de álcool ou drogas perceber que conseguem se divertir, ser felizes sem usar nenhuma substância”, disse a coordenadora.
Economia Solidária
Um destaque do evento é a presença das barracas da Economia Solidária, com produtos produzidos pelos Caps disponíveis para venda.
Karin Cristine Gabardo, coordenadora do CAPS Bairro Novo, explica que a Economia Solidária é um recurso de reabilitação psicossocial para usuários com dificuldade de voltar ao mercado de trabalho. A iniciativa fortalece a inclusão social, incentiva a geração de renda e valoriza o trabalho desenvolvido pelos usuários dos serviços de saúde mental fortalecer vínculos
“São identificadas as habilidades de cada pessoa, que é incentivada a assumir o protagonismo de sua vida, aprendendo a interagir com outras pessoas, a ter gerenciamento financeiro e diversas habilidades que vão utilizar em suas vidas. Há grupos que trabalham com artesanatos, culinária entre outros”, relatou a coordenadora.
Recomeçar
Um dos participantes da festa foi Talles Hoden, de 32 anos, operador de call center, que frequenta o Caps desde o final do ano passado. Ele acredita que atividades culturais são muito importantes na ressocialização das pessoas e em seus processos terapêuticos. “É uma atividade que permite as pessoas se reconectarem com suas famílias e a comunidade onde vivem. É um bom ponto para recomeçar", declarou Talles.
Como ir ao Caps?
Aqueles que precisarem de ajuda podem procurar os Caps por meio das 10 administrações regionais de Curitiba. Porém, é recomendado que antes busquem a Unidade de Saúde mais próxima de casa, para que um profissional habilitado identifique qual o melhor tratamento em cada caso. “Nem todo sofrimento psíquico é tratado necessariamente no Caps. Na SMS temos também o serviço de psicologia ambulatorial e grupos terapêuticos. Os profissionais vão indicar o melhor caminho para cada situação”, explicou Luciana.
As unidades do Caps são gerenciadas pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas).