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Proteção nas ruas

FAS intensifica abordagem social e acolhimento durante nova frente fria em Curitiba

Com previsão de mínima de 6ºC, equipes vão reforçar serviços nas noites desta terça (7/7) e quarta-feira (8/7)

FAS intensifica abordagem social e acolhimento durante nova frente fria em Curitiba. Foto: Hully Paiva/SECOM (arquivo)

Com a chegada de uma nova frente fria a Curitiba, a Fundação de Ação Social (FAS) vai reforçar os serviços de abordagem social e acolhimento de pessoas em situação de rua nas noites desta terça (7/7) e quarta-feira (8/7). De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a temperatura mínima prevista para o amanhecer desta quarta-feira (8/7) é de 6°C. Na manhã de quinta (8/7), os termômetros devem registrar 8°C. 

Esta será a 15ª ação intensificada realizada pela instituição em 2026 para proteger pessoas em situação de desabrigo durante os períodos de baixas temperaturas. A medida integra a Operação Inverno, lançada em 15 de maio pela Prefeitura, com apoio da Defesa Civil do município.

O reforço da operação é adotado sempre que a previsão indica temperaturas iguais ou inferiores a 8°C, condição que aumenta o risco de hipotermia para quem permanece exposto ao frio. Se o frio persistir, o trabalho poderá ser mantido.

Durante a ação, 19 equipes de abordagem social trabalharão das 18h à 1h. Dez serão mobilizadas para a Regional Matriz, onde há maior concentração de pessoas em situação de rua, enquanto as outras nove atenderão as demais regionais da cidade.

Nos demais horários, o atendimento seguirá de forma ininterrupta, 24 horas por dia, por meio da Central de Encaminhamento Social (CES), com apoio dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) durante o período diurno.

O presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, destaca que o reforço amplia a proteção às pessoas mais vulneráveis durante os dias de frio intenso. "Quando as temperaturas caem, nosso trabalho ganha ainda mais importância. Reforçamos as equipes e ampliamos a oferta de acolhimento para garantir proteção e atendimento a quem está em situação de rua. Nosso objetivo é que nenhuma pessoa fique desassistida durante os períodos de frio mais intenso", afirma.

Além de oferecer vagas de acolhimento, as equipes orientam as pessoas sobre os serviços disponíveis e fazem os encaminhamentos necessários para a rede de proteção social do município.

Busca ativa

As equipes farão busca ativa nas ruas e também atenderão às solicitações registradas pela população por meio da Central 156. Em noites sem previsão de frio intenso, o município mantém dez equipes de abordagem social em operação.

As pessoas que aceitarem atendimento serão encaminhadas para unidades de acolhimento próprias e parceiras da Prefeitura, onde recebem alimentação, espaço para higiene pessoal, pernoite e proteção contra o frio.

Nos casos em que houver necessidade de atendimento médico, as equipes poderão acionar o Samu, o Consultório na Rua ou encaminhar a pessoa para uma unidade de saúde.

Para quem recusar o acolhimento e estiver com pouca proteção contra as baixas temperaturas, serão entregues cobertores e mantas térmicas.

Reconstrução de trajetórias

Mais do que oferecer alimentação e um local seguro para dormir, a rede de acolhimento do município desenvolve um trabalho voltado à superação das situações de vulnerabilidade. A partir de um acompanhamento individualizado, as pessoas podem ser encaminhadas para diferentes políticas públicas, de acordo com suas necessidades, como emissão de documentos, acesso à saúde, tratamento para dependência química, qualificação profissional e reinserção familiar.

"O acolhimento é a porta de entrada para um trabalho social mais amplo. Nosso objetivo é criar oportunidades para que essas pessoas reconstruam vínculos, recuperem a autonomia e desenvolvam novos projetos de vida", explica Renan.

Curitiba conta atualmente com 1.769 vagas de acolhimento distribuídas em 33 unidades próprias e parceiras. Se necessário, a Prefeitura poderá acionar o Plano de Contingência Municipal, com a abertura de abrigos provisórios em espaços públicos ou comunitários. A operação envolve dez secretarias municipais.

Como ajudar

A participação da população é fundamental durante os períodos de frio intenso. Sempre que identificar uma pessoa em situação de rua exposta às baixas temperaturas, o cidadão pode solicitar atendimento pela Central 156, por telefone, site ou aplicativo. As informações são encaminhadas às equipes da FAS, que fazem a abordagem social e oferecem os serviços disponíveis.