Ir para o conteúdo
banner

Imuniza Já Curitiba

Este Reels pode salvar vidas: vacinação contra o HPV continua para jovens de 15 a 19 anos

Ministério da Saúde prorrogou para até o fim do ano a campanha que visa vacinar os jovens que não receberam sua dose quando tinham entre 9 e 14 anos; imunizante é oferecido nas 109 unidades de Saúde

Jovens entre 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados contra o HPV têm mais uma chance de procurar as Unidades de Saúde da Prefeitura e tomar uma dose. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

Jovens entre 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados contra o HPV têm mais uma chance de procurar as Unidades de Saúde da Prefeitura de Curitiba e se proteger contra vários tipos de câncer causados pelo papilomavírus humano (HPV). O Ministério da Saúde prorrogou, para até o fim de 2026, a campanha que visa imunizar os jovens não vacinados na faixa etária preconizada no Calendário Nacional de Imunização do SUS. São jovens que já deveriam ter tomado o imunizante quando eram crianças ou adolescentes entre 9 e 14 anos.

Em Curitiba, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estimativa que 10.272 jovens de 15 a 19 anos ainda precisam tomar a vacina do HPV.  A vacina está disponível nas 109 Unidades de Saúde da capital e o jovem precisa tomar apenas uma dose. 

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Na rede privada, a vacina custa entre R$ 840 e R$ 1.040.

A campanha, que havia sido prorrogada até junho de 2026, teve o prazo estendido para até o final de 2026 - para atingir o maior número de jovens não vacinados. A meta do resgate vacinal é imunizar cerca de 7 milhões de jovens em todo o país.

A decisão do Ministério da Saúde de ampliar o público-alvo para a campanha foi motivada pela baixa procura do imunizante na época da pandemia de covid-19, quando esses jovens que têm de 15 a 19 anos agora estavam na faixa etária entre 9 e 14 anos naquele período.

No calendário Nacional de Imunização do SUS, esse imunizante está disponível nas salas de vacina em todo país desde 2014 para meninas entre 9 e 14 anos e desde 2017 para meninos da mesma idade. A cobertura vacinal em 2026 nesse público é de 73,21% (meninos) e 77,91% (meninas) em Curitiba, segundo o MS. 

“Nós sabemos que é muito comum nas mulheres o câncer de colo do útero em decorrência da infecção pelo HPV, mas também existem outros tumores tanto nas mulheres quanto nos homens que são preveníveis por meio da vacina. Por isso é essencial que esse imunizante seja aplicado no tempo oportuno, ou seja, em adolescentes e jovens, para proteger por toda a vida”, orienta o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.

Outros públicos 

Além do público de rotina, a vacina contra o HPV é oferecida nos SUS também para outros grupos especiais. Confira todos os beneficiados:

  • Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos (dose única) 
  • Jovens de 15 a 19 anos (dose única) - excepcionalmente durante a campanha prorrogada até 31 de dezembro. 
  • Pessoas imunodeprimidas (pessoas vivendo com HIV ou aids, transplantados e pacientes oncológicos) – 3 doses (0, 2 e 6 meses).
  • Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos – 2 doses (0 e 6 meses).
  • Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos – 3 doses (0, 2 e 6 meses).
  • Pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR) a partir de 2 anos de idade – 3 doses (0, 2 e 6 meses).
  • Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) de 15 a 45 anos – 3 doses (0, 2 e 6 meses).
  • Mulheres diagnosticadas com Neoplasia Intraepitelial Cervical de alto grau (NIC 2+ e Adenocarcinoma in situ – AIS), submetidas a procedimento excisional do colo do útero (LEEP/conização). 

Fora da faixa etária e dos públicos preconizados pelo Ministério da Saúde, a vacina contra o HPV pode ser encontrada nas clínicas de imunização particulares.

HPV

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é responsável pela infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Está associado ao desenvolvimento da quase totalidade dos cânceres de colo de útero, bem como a diversos outros tumores em homens e mulheres. Na maioria das pessoas, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas e, em alguns casos, pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais de adoecimento. Estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas são contaminadas com este vírus em algum momento da vida.

A vacinação na infância, para meninos e meninas, evita a contaminação antes do início da vida sexual, prevenindo a ocorrência de diversos tipos de cânceres.