Primeira obra chinesa de grande porte a fazer parte do patrimônio brasileiro, a estátua do filósofo Confúcio (551a.C - 479a.C) doada pelo governo da China chegou nesta terça-feira (26/9) a Curitiba. O prefeito Rafael Greca foi vistoriar a chegada da obra e se emocionou ao descrever a importância do presente para a cidade. “Representa um elo de Curitiba e do Paraná com esse país que é um grande mercado consumidor de nossas commodities, mas também um elo cultural”, salientou.
A obra foi esculpida pelo artista chinês Wu Wei Shan, que também é diretor do Museu Nacional de Arte da China. Seu discípulo e ajudante na concepção da obra, Li Ji Fei, acompanhou a vistoria do prefeito e afirmou que a obra representa uma "ponte" entre Curitiba e a China. “Agora o sorriso de Confúcio vai ficar permanentemente na cidade”, brincou Fei. "A expressão da estátua é comovente”, disse o prefeito ao artista convidado.
Greca citou o legado do filósofo e afirmou que a temperança e sensatez de seus ensinamentos devem servir de orientação para os governantes. “Ver o bem e não o fazer é uma covardia”, disse o prefeito, citando Confúcio.
A estátua tem 1,5 tonelada, valor estipulado em R$ 10 milhões e será instalada nesta quarta-feira (27/9) no Largo da China, na rotatória ao lado da Praça Rio Iguaçu, no Centro Cívico.
Também esteve presente o curador da Bienal de Curitiba, Ticio Escobar.
Bienal de Curitiba
A doação da estátua faz parte da celebração da Bienal de Curitiba que terá a China como país homenageado. O diretor geral da Bienal de Curitiba, Luiz Ernesto Meyer Pereira, lembra que o evento será a maior exposição de arte chinesa da América Latina.
Pereira acrescentou que a consolidação do evento no calendário cultural da cidade começou em 1994. “Greca ajudou a criar a Bienal, que cresceu e amadureceu até chegar a esse belo momento”, afirmou.
A Bienal vai ocorrer de 30 de setembro de 2017 a 25 de fevereiro de 2018, tendo como base o Museu Oscar Niemeyer. Serão mais de cem locais de exposições.