Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Pela primeira vez, profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Centro-Dia e Centros POP de Curitiba se reúnem em um único evento para compartilhar experiências e apresentar boas práticas desenvolvidas nas unidades. O 1º Encontro Cras, Creas, Centro-Dia e Centro POP começou nesta quinta-feira (5/11) e segue até sexta-feira (6/11), no Centro de Eventos Imap Barigui.
A iniciativa integra o Programa Qualifica Cras e Creas e reúne servidores representantes dos diferentes equipamentos da Fundação de Ação Social (FAS). Ao todo, serão apresentadas 23 boas práticas, selecionadas pelas diretorias responsáveis pelas áreas.
Até então, as experiências eram compartilhadas em encontros separados, organizados por área. A proposta agora é aproximar as equipes da Proteção Social Básica e da Proteção Social Especial, estimular a troca de conhecimentos e contribuir para a qualificação dos serviços oferecidos à população.
Integração e intersetorialidade
Na abertura do encontro, a superintendente-executiva da FAS, Melissa Cristina Alves Ferreira, parabenizou a iniciativa e destacou a importância de levar a integração entre as equipes para o atendimento nos territórios.
“Quando a diretriz tem esse alinhamento, o que se pretende é que isso aconteça no território, que os usuários sejam vistos realmente pela proteção social de forma integrada. Essa é a diretriz da gestão do nosso prefeito, de forma colaborativa e intersetorial, para que a gente se articule e tenha essa habilidade de se comunicar para executar as políticas públicas. Fico feliz de ver hoje todos unidos para que a gente possa qualificar os serviços que chegam para a população”, disse.
O diretor de Proteção Social Especial, Jefferson Portugal Marchiorato, lembrou que a aproximação entre as duas proteções sociais é uma construção que era pensada há muito tempo. “Temos as Proteções Social Básica e Especial fundamentadas, mas, em muitos momentos, podemos qualificar a conversa entre elas e melhorar os fluxos de atendimento. Esse encontro é um resultado concreto do trabalho que vem sendo desenvolvido para as pessoas”, afirmou.
A diretora de Proteção Social Básica, Cintia Aumann, destacou os investimentos realizados pela Prefeitura para melhorar a estrutura dos Cras, com obras, melhorias e aquisição de equipamentos. Ela também antecipou ações previstas para 2027. “Vamos chegar a todas as regionais com essas melhorias e devemos atualizar o Protocolo dos Cras e implantar a supervisão técnica nas unidades”, comentou.
Boas práticas
Entre as experiências apresentadas está o projeto Celebrando a Vida, Fortalecendo Laços, desenvolvido pelo Centro-Dia Amigo Curitibano, que atende pessoas com deficiência de 18 a 59 anos. A iniciativa promove festas mensais para comemorar os aniversários dos usuários, com bolos e salgados preparados de acordo com as preferências dos aniversariantes.
“É uma ação que promove a valorização pessoal, a convivência social e o fortalecimento de vínculos. Nosso objetivo é promover a integração e a convivência, envolvendo também as famílias. Isso cria uma rede de cuidados à pessoa com deficiência”, explicou a coordenadora da unidade, Débora Carvalho.
O Centro-Dia também desenvolve atividades de convivência, como um bingo adaptado, em que imagens de animais substituem os números tradicionais, o que permite a participação dos usuários.
Programação
No primeiro dia, a programação é dedicada às apresentações das 23 boas práticas desenvolvidas nos Cras, Creas, Centro-Dia e Centros POP. Nesta sexta-feira (6/11), os participantes acompanharão a palestra da psicóloga Ana Pincolini, que abordará a Política de Assistência Social e a articulação entre as Proteções Social Básica e Especial.
Mestre em Psicologia, Ana é pesquisadora nas áreas de Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia aplicada à Assistência Social e Psicologia Jurídica.
Práticas apresentadas
1ª Prática – Ações Conjuntas Entre CRAS: Como fazer e porque fazer? Um exemplo prático e seus resultados, do Cras Laguna e Dom Bosco, da Regional Tatuquara.
2ª Prática – Da Dependência ao Protagonismo: A transformação de um grupo de idosos por meio da escuta, da participação e da autonomia, do Cras Bom Menino, da Regional Santa Felicidade.
3ª Prática – Celebrando Vidas, Fortalecendo Laços: ação coletiva mensal de valorização pessoal, convivência social e fortalecimento de vínculos, do Centro-Dia Amigo Curitibano, da Regional Boqueirão.
4ª Prática – “Quem sou eu além do que dizem sobre mim?” Processos coletivos de fortalecimento de vínculos, reconhecimento de potencialidades e construção de novas possibilidades com Pessoas em Situação de Rua, do Centro POP Boqueirão, Regional Boqueirão.
5ª Prática – Conectando Redes, do Cras Iguapê, da Regional Boqueirão.
6ª Prática – Do agendamento crítico às demandas espontâneas resolutivas: a reorganização do fluxo do CADU, do Cras Rio Bonito, da Regional Tatuquara.
7ª Prática – Território em Rede: Conhecer para Pertencer, Articular para Proteger – Cras e Creas (Paefi, Simase e Serviço Especializado em Abordagem Social) na construção de uma rede mais próxima do território, do Creas Cajuru, da Regional Cajuru.
8ª Prática – Oficinas Temáticas de Datas Alusivas e Temas Relevantes, CREAS Matriz/NR, Matriz
9ª Prática – Caderno de Memórias – do Cras Alto Boqueirão, da Regional Boqueirão.
10ª Prática – Memórias que alimentam: receitas, afetos e bem vive, do Cras Parolin, da Regional Portão.
11ª Prática – Acolher e Acompanhar: atendimento especializado à pessoa em situação de rua, do Creas Portão, da Regional Portão.
12ª Prática – Porta de Saída da República para Jovens, do Creas CIC, da Regional CIC.
13ª Prática – Hortas Institucional e Comunitárias: formando rede de apoio, do Cras Vila Verde, da Regional CIC.
14ª Prática – Compartilhando Saberes com os Coletores de Materiais Recicláveis da Vila Xapinhal, do Cras Xapinhal, da Regional Bairro Novo.
15ª Prática – Projeto Travessia: Acolher, Cuidar e fortalecer, do Centro POP Solidariedade, Regional Matriz.
16ª Prática – Ressignificando o Trabalho em Rede, do Creas Boa Vista, da Regional Boa Vista.
17ª Prática – Educação Climática e Vulnerabilidade, Protegendo Adolescentes, Conhecendo Riscos e Desastres Sócio Ambientais, do Cras Madre Tereza, da Regional Bairro Novo.
18ª Prática – Fênix – Projeto de Apoio e Enfrentamento para Mulheres em Situação de Violência, do Creas Pinheirinho, da Regional Pinheirinho.
19ª Prática - Acessuas na Era Digital, do Cras Santa Felicidade, da Regional Santa Felicidade,
20ª Prática – Aproximar para Somar: gestão colaborativa, suporte técnico, gestão compartilhada de metas, do Núcleo Regional Tatuquara.
21ª Prática – Simase – Circulando Direitos: Intersetorialidade e Participação Cidadã – Vivências territoriais e articulação das políticas públicas com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativa, do Creas Boqueirão, da Regional Boqueirão.
22ª Prática - A importância do SCFV na promoção do acesso aos direitos civis, no fortalecimento dos vínculos comunitários e na construção de redes de apoio social, contribuindo para a inclusão, a autonomia e o sentimento de pertencimento dos participantes, do Cras Santa Quitéria, da Regional Portão.
23ª Prática – Sons e Cores que Acolhem: arte no domicílio, do Cras Caximba, da Regional Tatuquara.