Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Novas possibilidades de trabalho na hotelaria e no acolhimento de crianças e adolescentes foram apresentadas, nesta terça-feira (20/10), a 100 mulheres que participam do programa FAS para Elas, da Fundação de Ação Social (FAS). Durante um encontro com representantes da plataforma b2bhotel e da Rede de Acolhimento Institucional (RIA) na sede da FAS, elas receberam informações sobre oportunidades de emprego em hotéis de Curitiba e Região Metropolitana e sobre a função de mãe social em casas-lares.
O presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, deu boas-vindas ao grupo e sugeriu que abraçassem a oportunidade.
“O FAS para Elas busca fortalecer a autoestima, a autonomia financeira e o protagonismo de mulheres. Queremos que vocês saiam daqui hoje empregadas”, disse Renan.
Na área da hotelaria, a palestra foi feita pela sócia-proprietária da b2bhotel – plataforma para intermediação de mão de obra -, Cris Vicentini, que apresentou um panorama do mercado, explicou as diferentes áreas de trabalho nos meios de hospedagem e falou das possibilidades de crescimento profissional oferecidas pelo setor.
“Curitiba é uma cidade turística e, com isso, tem o setor de hotelaria que oferece muitas oportunidades de emprego em várias áreas e para pessoas com diferentes níveis de escolaridade e experiência”, disse Cris.
Segundo a empresária, a oferta de vagas deve aumentar entre 15 de novembro e janeiro, período em que a cidade recebe milhares de turistas por causa da programação de Natal, ofertada pela Prefeitura de Curitiba, e das férias. Curitiba conta atualmente com 120 hotéis de diferentes com dezenas de vagas de emprego.
As participantes também receberam orientações sobre como acessar a plataforma da b2bhotel e se inscrever nos cursos de qualificação oferecidos pela empresa. Em novembro, as mulheres serão divididas em quatro grupos para visitas técnicas a hotéis da rede.
Trabalho e acolhimento
O encontro também apresentou oportunidades de trabalho nas casas-lares, modalidade de acolhimento institucional provisório que atende crianças e adolescentes de 0 a 17 anos que precisam ser afastados de suas famílias por situações de risco social, abandono ou negligência.
O presidente da RIA, Renan Ferreira, explicou o papel das mães sociais, profissionais que trabalham no cuidado diário dos acolhidos, com proteção, orientação e apoio para o desenvolvimento da autonomia.
“É uma grande família, onde todos se cuidam”, afirmou Renan, ao falar sobre a rotina nas casas-lares. Ele também apresentou as habilidades necessárias para a função e explicou o regime de trabalho.
Novas possibilidades
Atendida pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Santa Quitéria, Tatiane Bicudo Vieira, de 44 anos, acompanhou as palestras e se interessou pelo trabalho nas casas-lares. “Neste momento eu estou afastada por questão de saúde, mas quando melhorar penso que poderia trabalhar em uma casa-lar, é um trabalho bonito”, comentou.
Já Erly Pontes, de 37 anos, atendida pelo Cras Bairro Alto, viu no encontro uma oportunidade de retomar sua experiência profissional na hotelaria. Natural de Manaus (AM), ela já trabalhou como camareira e chegou a Curitiba há dois anos em busca de melhores condições nas áreas de saúde, educação e desenvolvimento pessoal. Atualmente, trabalha fazendo diárias na rede contratada pela FAS para o atendimento a pessoas em situação de rua.
“Eu tenho certeza que é uma oportunidade muito grande, não só para mim, mas também para minha filha, que está entrando na fase adulta. É uma ajuda”, disse.