Prefeitura Municipal de Curitiba 156 Acesso à informação
Vale do Pinhão

Ecossistema de inovação se une para tornar Curitiba mais inteligente

Representantes do ecossistema de inovação de Curitiba estiveram reunidos no Engenho da Inovação, no Rebouças, para planejar ações em conjunto de fomento do Vale do Pinhão. Curitiba, 19/06/2018 - Foto: Daniel Castellano/SMCS

Representantes do ecossistema de inovação de Curitiba estiveram reunidos na segunda-feira (18/6), no Engenho da Inovação, no Rebouças, para planejar ações em conjunto de fomento do Vale do Pinhão, o movimento que reúne todas as áreas da Prefeitura, empreendedores e instituições de ensino para tornar Curitiba a cidade mais inteligente do país. “É um trabalho colaborativo muito importante para que possamos unir a cultura da inovação e o processo social, com maior acesso da população à educação, saúde e emprego”, afirmou Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba, órgão ligado a Prefeitura e responsável pelo fomento do Vale do Pinhão.

Ela salientou que o encontro teve como objetivo ouvir as propostas de representantes do ecossistema, como empreendedores, startups, universidades, investidores, entidades de classe, empresas e o terceiro setor, para que juntos possam fortalecer o desenvolvimento de negócios inovadores na capital, principalmente, na área de economia criativa e tecnologia. “Só o fato de estarmos reunidos, já mostra que esta conexão está se consolidando cada vez mais”, reforçou Cris.

Todos os participantes se dividiram em grupos para debater e propor ações que se alinhem aos cinco pilares do Vale do Pinhão: "Educação e Empreendedorismo", "Reurbanização e Desenvolvimento", "Fomento", "Integração e Articulação" e "Tecnologia". Antes de as equipes iniciarem as discussões, a presidente da Agência Curitiba lembrou que várias ações em conjunto já estão sendo implementadas, como Curitiba voltar a sediar a Smart City Expo em 2019; o envio para a Câmara Municipal do projeto da Lei de Inovação; a promoção de eventos de conexão do ecossistema; a retomada de programas de estímulo ao empreendedorismo, como o Tecnoparque; e o apoio a ações de revitalização de regiões como o Rebouças, que será o grande laboratório de inovações urbanas da cidade.

ODS

O arquiteto e professor universitário Orlando Ribeiro, presidente da Reurb (primeira oscip criada no Vale do Pinhão) e um dos colaboradores do Reação Urbana, de requalificação do bairro Rebouças, sugeriu – baseado no debate do seu grupo - a criação de um comitê para que o processo de reurbanização de vazios urbanos da capital se enquadre aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Estabelecidos pela ONU em 2015, os ODS devem ser atingidos até 2030 e visam promover a prosperidade, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. “Com isso, poderemos ter acesso a fundos internacionais que garantam a requalificação dessas áreas”, justificou ele.

Integrante da Casa 102, um coletivo de marcas curitibanas de moda e design, Daiana Lopes, pediu, em nome da sua equipe, que o ecossistema busque desenvolver ações para dar maior visibilidade aos profissionais da capital que trabalham com economia criativa. “Precisamos de mais espaços para darmos visibilidade para as criações de estilistas, designers e artistas locais, que estão oferecendo produtos de grande qualidade. Falta apenas apoio”, exemplificou ela.

Educação 

O engenheiro e designer Luiz Mileck, fundador do Coletivo Alimentar, apresentou as propostas de seu grupo, voltadas principalmente para educação e empreendedorismo. “É preciso capacitar ainda mais os professores da rede pública e privada para que eles possam incentivar a cultura do empreendedorismo entre as crianças”, observou ele.

Também foi sugerido que o projeto iCities Kids, criado pela empresa curitibana iCities (responsável pela vinda da Smart City para a capital), tenha maior apoio. Iniciativa de responsabilidade social realizada em convênio com a Secretaria Municipal de Educação, o iCities Kids busca aproximar crianças e jovens a assuntos ligados à mobilidade urbana, tecnologia, meio ambiente e energias renováveis. O projeto atende cerca de mil crianças por semestre das escolas municipais curitibanas.