Texto: Eduardo Martins Amatuzzi
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Agosto marcará mais um avanço da política habitacional de Curitiba com a inauguração de dois novos empreendimentos que beneficiarão 92 famílias. O Residencial Divino III, no Atuba, contará com 36 casas, enquanto o Residencial Alfeneiros, no Boa Vista, terá 56 apartamentos. Ambos serão destinados para famílias vulneráveis cadastradas pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab).
Em pouco mais de um ano e meio, a gestão chegará a 1.290 unidades habitacionais entregues, enquanto mais 1.782 moradias estão atualmente em obras e outras 2.456 têm contratação prevista até o final de 2026. O total de 5.549 moradias geradas até o fim do ano representa uma média de aproximadamente 231 moradias por mês, índice superior ao registrado nas quatro gestões municipais anteriores.
"O município voltou a colocar a habitação popular entre suas prioridades. Estamos ampliando e diversificando a produção de moradias, e estruturando novos projetos para atender nossos diferentes tipos de público", explica o presidente da Cohab, André Baú.
Para viabilizar este novo ciclo de investimentos, além do orçamento municipal, a Prefeitura e a Cohab têm buscado diferentes fontes de recursos, entre elas o Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS), o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e financiamentos internacionais, como os recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).
Mais acesso à política habitacional
A atual diretoria da Cohab trouxe novidades que aceleraram o ritmo da política habitacional, como a retomada dos empreendimentos para famílias com renda compatível à chamada faixa 1 (até R$ 3.200) e o lançamento do Programa Casa Curitibana, que reúne subsídios e isenções que facilitam a aquisição de um imóvel próprio.
Essa movimentação gerou maior procura da população e desde 2025 a Cohab vem registrando aumento na sua fila de inscritos. Além de enxergar possibilidades concretas de acessar os programas, facilidades implementadas e a modernização do sistema com a inscrição online também contribuíram para mais pessoas se inscreverem. Nesta quinta-feira (16/7), o cadastro habitacional ultrapassou a marca de 57 mil inscritos.
“Esse aumento dos interessados significa o crescimento da confiança da população em nossa política habitacional. As pessoas voltaram a se inscrever ao perceber que a gestão Eduardo Pimentel reforçou a produção de habitação popular”, destaca Baú.
Em 2025, a Cohab implantou a modalidade de inscrição online, permitindo que o cidadão realize todo o procedimento diretamente pelo celular ou computador, sem necessidade de deslocamento até uma das unidades de atendimento.
Além de simplificar os procedimentos e reduzir a burocracia documental, a medida ampliou o acesso ao cadastro habitacional, permitindo que mais famílias passassem a integrar a base de dados do município.
Fila de inscritos
Tecnicamente chamado cadastro habitacional, a fila da Cohab, como é conhecida popularmente, indica o número de interessados em adquirir um imóvel popular pelos programas do município. Sua variação ao longo dos anos deve ser analisada em conjunto com outros indicadores.
Em determinados períodos, a redução do quantitativo de inscritos não esteve necessariamente associada ao atendimento das famílias, podendo também refletir exclusão de inscrições desatualizadas ou não renovadas, que deixam de integrar a base de dados.
Da mesma forma, o crescimento recente do cadastro está diretamente relacionado à ampliação dos canais de acesso, ao fortalecimento das políticas habitacionais e ao aumento do interesse da população pelos programas desenvolvidos pelo município.
Atualmente, mais de 30 mil dos 57 mil inscritos já foram convocados ao menos uma vez para oportunidades de aquisição de moradia popular, demonstrando que a permanência no cadastro não significa, necessariamente, ausência de atendimento ou de chamamentos anteriores.
Existem famílias convocadas que permanecem na fila por motivos diversos: recusa da oferta em razão da localização, tipologia ou valor do imóvel ou impossibilidade de aprovação do financiamento habitacional, devido a restrições cadastrais.