Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A Deixa Falar, escola mais jovem do carnaval curitibano, mas que garantiu seu posto no Grupo Especial logo na estreia em 2020, vai narrar a evolução do tambor na música ao longo da humanidade.
Os desfiles do Grupo Especial ocorrem na noite de sábado (14/2) e entram na madrugada de domingo (15/2), na Rua Marechal Deodoro, no Centro. A Deixa Falar é a penúltima agremiação a desfilar, à 1h05.
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A escola apresentará o enredo Tambores, Herança Ancestral, Essência da Vida, que mostra a percussão como meio de comunicação dos povos primitivos chegando até os ritmos modernos marcados pela presença do tambor em ritmos como o axé e o afroreggae.
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Samba-enrredo da Deixa Falar
O tema celebra as heranças africanas e indígenas ligadas ao instrumento, em um samba cheio de ancestralidade. A Deixa Falar quer destacar a presença do tambor como força nas festividades, religiões e no folclore brasileiro.
Na Marechal estarão 15 alas divididas entre mais de 500 componentes, além de três carros alegóricos.
"O público vai assistir a um desfile com muitas cores, variedade de materiais e surpresas. Vamos passar por bumba-meu-boi, África e pela música urbana chegando ao samba”, revela Marcelo Nunes, diretor da Deixa falar.
Conheça a Deixa Falar
Será o quarto desfile da escola de samba, fundada em 2020 no dia da Consciência Negra (20/11). Apesar de nova, a escola é formada por uma diretoria com vasta experiência carnavalesca, marcada pela troca de experiências com escolas de outras cidades do país.
No carnaval de 2025, a Deixa Falar encantou o público com um desfile celebrando a tradição das benzedeiras, além de sua ala de inclusão, formada exclusivamente por pessoas com deficiência e neurodivergências.
Letra do samba-enredo da Deixa Falar
É nó na madeira, acende a fogueira
A pele no couro, esquenta o tambor
O som que ecoa, essência da vida
O povo da Deixa chegou
Vem da natureza
Essa divina criação
Que pulsa dá ritmo a vida
Tocando dobrado no meu coração
Herança, ritual dos Deuses
Raiz que emana da cor
Cultura de povos
Arte e vigor
De tantas histórias, a glória, ressoou
Nosso canto é de fé gira baiana
Na magia do axé senhora africana
Curando o corpo minha alma está feliz
batuque é raiz
Ciranda ê ciranda
De caboclinho, Ijexá
Tem Caxambú, congada, carimbó
Tem xaxado, tem forró
No folclore Brasileiro
Entra na roda amor bate na palma da mão
Maracatu é festa é emoção
Deixa o caldeirão ferver
Timbalada, olodum, afroreggae
Vermelho grená meu pavilhão
Dos mestres inspiração
Ancestral meu carnaval