Texto: Cristiane Guancino Pereira
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Cem anos após o primeiro trecho de rua receber asfalto, no Centro, Curitiba vive em 2026 um importante ciclo de investimentos na infraestrutura viária. Com uma malha de aproximadamente 5.060 quilômetros de extensão, a cidade combina expansão, requalificação e adoção de novas tecnologias de pavimentação de ruas e avenidas.
O Programa de Revitalização e Obras (PRO Curitiba) reúne um conjunto de intervenções estruturantes voltadas à modernização da cidade. Com investimentos que superam R$ 6 bilhões, o programa contempla obras concluídas, em andamento e novos projetos previstos até 2028.
Entre as prioridades do programa está a requalificação da malha viária, para dar continuidade ao programa Asfalto Novo. Para os próximos anos, a meta é recuperar 500 quilômetros de ruas de antipó, além de reduzir gradualmente os poucos trechos ainda em saibro - cerca de 42 quilômetros. As obras acontecem paralelamente às intervenções estruturantes do programa de Mobilidade Urbana Sustentável de Curitiba.
“Investir em infraestrutura viária significa melhorar o deslocamento diário de quem usa o transporte coletivo, de quem trabalha, estuda e vive nos bairros, além de fortalecer o desenvolvimento urbano de Curitiba a partir da mobilidade segura e sustentável”, diz o prefeito Eduardo Pimentel.
Em 2025, entre obras concluídas e iniciadas, foram 356 intervenções nos bairros, que representam 205 km de nova pavimentação - equivalente à distância entre Curitiba e Prudentópolis. O ano terminou com 406 ruas beneficiadas.
Para 2026, estão previstos investimentos de R$ 145 milhões em obras para assegurar mais 100 km de nova pavimentação na cidade, sendo 70 km por meio de convênio com o Governo do Estado do Paraná e outros R$ 45 milhões com recursos próprios do município.
Novo perfil viário
As obras, divididas em lotes e distribuídas em diferentes regiões da cidade, estão promovendo uma mudança gradual no perfil viário, integrando infraestrutura, transporte coletivo e novos padrões de mobilidade.
Embora os projetos do programa de mobilidade urbana tenham como foco principal o transporte coletivo, o impacto das obras se estende aos bairros, com melhorias que beneficiam diretamente a população.
Além dos corredores por onde circulam os ônibus, o programa também contempla a requalificação de ruas do entorno, que passam a dar suporte ao novo desenho viário. São vias de ligação, acesso e distribuição de tráfego que recebem intervenções completas, contribuindo para melhorar a fluidez, reorganizar a circulação local e qualificar a infraestrutura dos bairros.
Pavimento mais resistente
A pavimentação em concreto nas canaletas do Novo Inter 2 e do BRT Leste-Oeste foi adotada para aumentar a durabilidade e reduzir a necessidade de intervenções frequentes, além de suportar o peso intenso dos ônibus articulados e ligeirões. Com vida útil superior a 20 anos e baixa necessidade de manutenção, o material contribui também para a melhoria da velocidade operacional do transporte coletivo.
Outro diferencial está na capacidade do pavimento rígido em atender às novas demandas ambientais. Ruas e avenidas em concreto foram planejadas para suportar a entrada de ônibus elétricos na Rede Integrada de Transporte (RIT), reduzindo emissões de poluentes e níveis de ruído, além de contribuir para um sistema mais eficiente e sustentável com menos emissões de CO₂ na atmosfera.
A escolha do concreto também considera fatores como resistência, desempenho em vias de alto tráfego e redução de custos ao longo do ciclo de vida da pavimentação. “Ao diminuir a necessidade de manutenção e evitar o uso recorrente de insumos derivados de combustíveis fósseis, o modelo reforça o compromisso com soluções mais sustentáveis”, explica Jamur.
Além disso, o pavimento rígido apresenta menor absorção de calor em comparação ao asfalto convencional, contribuindo para a redução da temperatura nas vias, com variações que podem chegar a até 3 a 5 graus, e ajudando a mitigar os efeitos das ilhas de calor no ambiente urbano.