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Esporte inclusivo

Corrida de orientação atrai estudantes de toda a cidade

Atividade consiste em interpretar mapas e usar a bússola, instrumentos indispensáveis para se deslocar pelo terreno e localizar marcos espalhados em meio à vegetação, em locais de diferentes graus de dificuldade.

Qquartel do Boqueirão, treino da equipe de corrida de orientação, esporte na natureza que acontece em meio ao bosque preservado existente dentro da unidade militar. Curitiba, 30/06/2022. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

Catorze crianças e adolescentes de diferentes bairros da cidade se encontram no quartel do Boqueirão, duas vezes por semana, para participar de uma espécie de caça ao tesouro no bosque do local. É a corrida de orientação, esporte praticado na natureza. Em Curitiba esta é uma das modalidades oferecidas gratuitamente pelo programa Escola+Esporte=10, da Prefeitura de Curitiba, e também para a comunidade por meio do portal Curitiba em Movimento, da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj)

Formado por estudantes de 10 a 16 anos, o grupo reúne praticantes e atletas medalhistas e é coordenado pela professora de Educação Física e campeã sul-americana Maria Cristina Fernandes. Há 16 anos orientando novos talentos, ela explica o interesse despertado pela atividade, praticada na pista permanente de orientação da unidade militar – a primeira da cidade, localizada em meio a uma área de bosque atravessada por um curso de água.

“É uma prática inclusiva, que acolhe pessoas independente da idade, do gênero ou condicionamento físico, mas que desafia a se superar no desempenho e na agilidade de raciocínio para encontrar o maior número de marcos no menor tempo possível”, resume Maria Cristina, uma apaixonada pelo que faz.

O futebol dos nórdicos

O esporte consiste em interpretar mapas e usar a bússola – instrumentos indispensáveis para se deslocar pelo terreno e localizar marcos espalhados em meio à vegetação, em locais de diferentes graus de dificuldade. Antes de encontrar os pontos de controle indicados no mapa, os corredores precisam definir as melhores rotas até eles. “É o futebol dos nórdicos”, resume Maria Cristina, comparando a popularidade da orientação na Suécia, o país de origem do esporte, e no entorno.

Chegando em cada ponto, é preciso registrar a localização, por meio de marcas de picote sobre uma folha de papel específica. Se dá melhor o competidor que localiza os pontos no menor tempo possível, o que exige domínio da interpretação do mapa, preparo físico e raciocínio rápido

Jovens talentos

São as mesmas exigências tanto para Arthur Rennam de Oliveira, de 10 anos, o mais novo do grupo, ou para Virgílio Marsola da Costa, de 16. Unidos, eles têm entre suas referências a colega de grupo Rayssa Camargo Sintz. Com 14 anos de idade, ela corre há 4 anos e já coleciona prêmios nas categorias sprint e floresta – como o conquistado neste fim de semana, durante o Circuito Paranaense de Orientação, disputado em Cascavel.

Rayssa é irmã de outro atleta - Leonardo Fernando Camargo Sintz, de 16 anos, que descobriu o esporte um pouco depois da irmã e foi igualmente incentivado pelo trabalho de divulgação feito por Maria Cristina nos colégios onde eles estudam. “Agora é pensar nas próximas provas”, diz Leonardo, que também trouxe medalha de Cascavel e já pensa na prova de Olímpia, em São Paulo.

Serviço:

Corrida de orientação: como começar a praticar

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site Curitiba em Movimento de acordo com a disponibilidade de vagas.

Turmas mistas

A partir de 10 anos

Treino no Quartel do Boqueirão

(Av. Marechal Floriano, 9190, logo após a Rua da Cidadania do Boqueirão)

Mais informações com o Núcleo Regional da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj), pelo 41 3313-5523