Texto: Claudia Regina de Oliveira Gabardo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (DPcD) da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) sediou, nesta quarta-feira (27/5), o primeiro processo seletivo do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. Foi o Contrata PcD, que encaminhou sete dos 25 interessados para contratação.
A ação contou com suporte próprio de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), essencial para o atendimento de candidatos como a cubana Mairela Cruz Detchart. Licenciada em Educação Especial em seu país, Mairela tem 40 anos e chegou no Brasil há pouco mais de cinco meses. Está em Curitiba há 3 meses e, nesse período, trabalhou em supermercado. “Eu fazia força e, por causa do meu implante coclear, fui aconselhada a deixar essa atividade”, contou a candidata, que tem deficiência auditiva e, no hospital, pretende atuar como auxiliar de farmácia – uma das áreas oferecidas pelo hospital.
Apesar de ainda depender da revalidação do título universitário, a candidata pretende atuar em sua área de formação. “Posso trabalhar, por exemplo, nas áreas de psicopedagogia e auxiliando um profissional de fonoaudiologia”, contou, com a ajuda da intérprete da Central de Libras do DPcD e exibindo o diploma, já traduzido para o Português.
Expectativa alta
Camila Aparecida do Rosário, de 35 anos, foi em busca de emprego como técnica de enfermagem. “Já tenho alguma experiência e vontade de trabalhar em Curitiba. Tomara que dê certo. Estou confiante”, disse a candidata, que mora no bairro Campo de Santana, na região sul de Curitiba, e trabalha em Campo Largo, a mais de 40 quilômetros de distância.
Também com experiência na área hospitalar, Roberto Luís do Nascimento Júnior, de 20 anos, tem paralisia cerebral leve e quer voltar a trabalhar com logística. “Fiquei 1 ano no Hospital Erasto Gaertner e, agora, pretendo ser chamado para o Evangélico”, contou o rapaz, que mora em Colombo. Como acabou de obter a carteira de motorista, poderá se deslocar para o trabalho de carro e dispensar as caronas do pai, que o acompanhou na entrevista de emprego.
Para a diretora do DPcD, Denise Moraes, o recrutamento promovido pelo Hospital Evangélico reforça a busca por pessoas com deficiência pelo mundo do trabalho. “Trabalho gera autonomia, recursos girando na economia e torna a pessoa protagonista da própria vida”, disse.
O primeiro Contrata PcD foi promovido em fevereiro pela rede de supermercados Angeloni.