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43ª Oficina de Música de Curitiba

Concerto com alunos marca o encerramento da 43ª Oficina de Música de Curitiba

Concerto de Encerramento da 43ª Oficina de Música de Curitiba. Curitiba, 18/01/2026. Foto: Cido Marques/FCC

A 43ª Oficina de Música de Curitiba chegou ao fim neste domingo (18/1) com um grande concerto de encerramento no Teatro Guaíra. A apresentação reuniu uma imensa orquestra sinfônica e coro formados por alunos da própria Oficina, marcando o encerramento de 12 dias de intensas atividades didáticas e de uma ampla programação cultural aberta ao público.

A soprano Gabriela Di Laccio foi condecorada com a medalha do Prêmio Margarita Sansone, representando os demais premiados da edição. Contemplada na categoria Trajetória, ela recebeu a honraria das mãos do ex-prefeito Rafael Greca, patrono do prêmio.

“Aqui em Curitiba foi onde eu me formei, onde acreditaram em mim. A cultura brasileira, as mulheres brasileiras, a música brasileira pertencem em qualquer lugar e esse prêmio não é sobre mim, é sobre acreditar na cultura”, disse a soprano, que possui uma extensa carreira internacional.

Na sequência, Gabriela Di Laccio abriu o concerto com uma apresentação acompanhada por um grupo de alunos. O maestro Abel Rocha, regente da noite, agradeceu à cidade pela acolhida aos participantes do evento. “Obrigada à cidade de Curitiba por receber os alunos, os professores e abraçarem essa Oficina que é um evento tão importante para a música no Brasil”, afirmou.

Também acompanharam o concerto de encerramento o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marino Galvão Junior, e a diretora-executiva do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), Juliana Midori.

Edição histórica

Realizada entre os dias 7 e 18 de janeiro, a 43ª Oficina de Música de Curitiba reuniu cerca de 1.600 alunos de diversas regiões do Brasil e do exterior, que participaram de aproximadamente 120 cursos. Como contrapartida, o público teve acesso a mais de 200 atrações, entre concertos, espetáculos e shows.

Reconhecida pela excelência musical, a Oficina apresentou uma programação diversa, com grandes espetáculos, concertos, shows e até sessões de cinema. Além de atrair estudantes do Brasil e de outros países para cursos de aperfeiçoamento com nomes consagrados da música erudita e popular, o evento ocupou os principais palcos da cidade, como o Teatro Guaíra (Guairão e Guairinha), Teatro do Paiol, Teatro da Reitoria e a Capela Santa Maria.

Nesta edição, o público pôde escolher entre cerca de 160 apresentações, mais da metade gratuita. O Circuito Off ampliou a presença da Oficina com 101 atrações em bares e restaurantes e na Rua da Música, enquanto novos espaços, como a Praça Osório, a Catedral Metropolitana e o Museu Oscar Niemeyer, passaram a integrar o festival.

Ao ar livre, a programação levou música a parques como Tanguá, Barigui, Bacacheri, Lago Azul e Náutico. 

A programação equilibrou memória e atualidade. O carinho do público por nomes consagrados como Demônios da Garoa, MPB4 e Francis Hime, além da homenagem a Hermeto Pascoal, dividiu espaço com artistas da nova geração, como Tiago Iorc. No campo erudito, a Oficina inaugurou a nova direção de Música Antiga, sob a condução da soprano Marília Vargas, e apresentou concertos dedicados a figuras históricas fundamentais, como Ingrid Seraphin, Henriqueta Duarte, Roberto de Regina e Ricardo Kanji.

A formação de plateia também foi um dos destaques desta edição, com uma programação especialmente pensada para o público infantil. Espetáculos como Música de Brinquedo 2, com o Pato Fu; Orquestra de Brinquedos; Leo Jaime & Brasileirinho e Barbatuques & MusicaR, entre outras atrações, aproximaram crianças e famílias do universo musical de forma lúdica e divertida.