Texto: Maria Duarte
Secretaria Municipal da Comunicação Social
Ao completar 52 anos, em 2025, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ganhou o programa Curitiba Mais Integrada, que consolida uma relação mais direta com os municípios vizinhos para tratar a integração de maneira inteligente, em busca do desenvolvimento regional. Também foi destaque no ano a adesão da capital ao Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (Comesp), que abre novas possibilidades de comércio.
“A capital lidera a integração da região metropolitana com diálogo e dedicação. Temos que pensar e agir como uma cidade só”, afirma o secretário municipal para o Desenvolvimento da Região Metropolitana, Thiago Bonagura.
A RMC é formada por 29 municípios, incluindo a capital, e concentra uma população de 3,7 milhões de pessoas. É a oitava região metropolitana mais populosa e segunda mais extensa do Brasil.
Curitiba Mais Integrada
O Curitiba Mais Integrada, lançado em março pelo prefeito Eduardo Pimentel durante o evento Smart City Expo, inclui a realização de consultas sobre as demandas de cada município, o compartilhamento de serviços e experiências, o apontamento de soluções conjuntas para combater os principais problemas, a identificação das áreas de necessidade e interesse. Também oferece cursos de capacitação por meio do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), aproveitamento do potencial turístico e cultural dos municípios vizinhos e inclusão da RMC em roteiros e programações, além de atividades culturais e esportivas.
Consórcio
Em outubro, Curitiba passou a integrar o Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (Comesp), que atua nas áreas da saúde, assistência social, agronegócio e agricultura familiar na RMC e Litoral. Com a adesão, produtores de gêneros de origem animal nos municípios consorciados têm a possibilidade de comercializar os produtos também com Curitiba, ampliando o mercado a quase quatro milhões de habitantes se incluídos todos os municípios do Comesp.
A comercialização é possível desde que possuam autorização do Serviço de Inspeção Municipal, órgão público que fiscaliza e certifica estabelecimentos que produzem e manipulam produtos de origem animal.
Entre os produtores beneficiados estão Arilda da Silva Oliveira e Marcelo Lovato, proprietários da empresa Embutidos Sereia, em Campo Largo. Hoje a maior parte da clientela é composta de feirantes. “Com Curitiba ganhamos muitas possibilidades, seja em feiras ou mercados. Estamos felizes”, afirma Arilda.
O carro-chefe é a cracóvia e o salame. Marcelo Lovato, que também é responsável pelas receitas e temperos dos seus produtos, já prevê o início da produção de picanha e copa maturada.
Turismo
O desenvolvimento de produtos turísticos locais foi uma das prioridades da Secretaria para o Desenvolvimento da RMC ao longo do ano. Todos os 29 municípios que compõem a RMC elencaram principais pontos e atrações turísticas.
O objetivo é compreender quais os potenciais de cada local, traçar o perfil dos visitantes, criar produtos específicos para cada tipo de turista, incentivar o empreendedorismo na área e criar campanhas de bonificação, descontos, entre outras ações.
Combate a enchentes
Curitiba passou a contar com o Comitê Integrado de Combate às Enchentes, que tornou mais amplas e eficazes as intervenções e obras na área metropolitana.
Além da parceria entre Curitiba e Pinhais para o desassoreamento do Rio Atuba, o comitê deu encaminhamento tanto a obras paliativas, como limpeza de rios, quanto a obras mais amplas e construção de um plano de macrodrenagem regional.
Fóruns
A Secretaria para o Desenvolvimento da RMC também promoveu e participou de fóruns, reuniões de trabalho e debates ao longo do ano, com os temas comunicação, inteligência artificial, meio ambiente, entre outros.
Segundo o prefeito de Campo Magro, Rilton Boza, esse trabalho articulado e conjunto fortalece as ações e aumenta o alcance dos benefícios para a população do anel metropolitano, gerando qualidade de vida. “Ações conjuntas no transporte e no turismo, por exemplo, reduzem o tempo de deslocamento dos passageiros e fomentam as economias locais”, analisa Boza.