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Curitiba de Volta ao Centro

Casarões, tradição e novidades: Rua Saldanha Marinho convida a caminhar no Centro de Curitiba

Tradição e novidades na Rua Saldanha Marinho. Curitiba, 14/01/2026 Foto: Levy Ferreira/SECOM

Texto: Roberto Couto
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)

Uma das vias mais tradicionais do Centro, a Rua Saldanha Marinho tem charmoso calçadão, nostálgicos paralelepípedos, construções antigas lado a lado, praça, largo e estabelecimentos com personagens que fazem parte da história de Curitiba. E o melhor: também se reinventa.  Suas calçadas são um convite para explorá-la a pé, principalmente, no trecho que começa na Catedral e vai até a Rua Nilo Cairo, integrando a parte histórica desta região da capital.

Quadra a quadra da via é possível se surpreender com fachadas dos anos de 1900 a 1930, estabelecimentos referências de gerações e novidades que vêm atraindo novos públicos para esta parte do Centro.

“Moradores que não conhecem e turistas vão se encantar com a Rua Saldanha Marinho. Por ser muito estreita, dá para caminhar na sombra, apreciando os casarões e edifícios antigos sem muros. São construções de estilo eclético bem coladas à rua. Também há imponentes edifícios ao longo da via como o atual prédio da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná, que sediou até os anos 1950 o antigo Gymnasio Paranaense. Entre esta construção e a antiga sinagoga, hoje sede de um batalhão da Polícia Militar, a Praça Santos Dumont, um convite para sentar e apreciar a arquitetura”, convida Rodrigo Swinka, presidente do Instituto Municipal de Turismo.

Assim como a Rua Saldanha Marinho se reinventa e mantém as tradições, o programa Curitiba de Volta ao Centro, lançado pelo prefeito Eduardo Pimentel em 2025, vem promovendo várias ações para redesenvolver e valorizar a história da região central da capital.


Em sete quadras, entre as ruas José Bonifácio e Nilo Cairo, programas imperdíveis na tradicional Saldanha Marinho

Calçadão em petit-pavê

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A Rua Saldanha Marinho é uma das mais longas de Curitiba: com 4 km de extensão, a via começa no Centro, passando pelo Batel, Bigorrilho e seguindo até o bairro do Campina do Siqueira. Em um curioso trecho da via, de duas quadras, um calçadão de pedestres a partir da Rua José Bonifácio (lateral da Catedral). O pavimento em petit-pavê e as luminárias republicanas podem ser apreciados até a Alameda Dr. Muricy, com o calçadão sendo cortado ainda pela Rua do Rosário, na primeira quadra. Este trecho da Saldanha Marinho é, na realidade, um “resumo” da pluralidade da rua, repleta de estabelecimentos, entre tradicionais e novidades, que fazem o seu charme. Pare em cada esquina para fotografar os belos prédios antigos e também a composição do calçadão com a lateral da Catedral, que forma um clima bem nostálgico.

Aurora Joias

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Suas vitrines e balcão expõem relógios e joias novas para os mais diferentes perfis de clientes, mas se você tem peças que precisam de um reparo, como troca de pulseira, ou novo brilho, pode ter certeza que Sueli Cardoso (foto), proprietária da Aurora Joias, no número 23, vai sugerir o melhor custo-benefício do serviço. O estabelecimento está no mesmo endereço há 20 anos e, hoje, a comerciante divide a administração com o filho, Alex. “Temos uma clientela muito diversificada, de toda a cidade, que passa pelo Centro. Além dos produtos novos, eles sabem que podem contar com nossa qualidade e experiência na recuperação das peças”, afirma Sueli.

Raul Cabeleireiros Unissex

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No número 30 da Saldanha Marinho, Zoraide de Gemenezes Costa (à direita na foto) cuida diariamente das mãos das freguesas e comanda o salão Raul Cabeleireiros Unissex, ao lado de dois cabeleireiros. Ela assumiu a administração do salão há 20 anos, com o falecimento do marido, que tinha adquirido o estabelecimento em 1975. Ela conta com orgulho que graças à freguesia fiel do local criou os oito filhos, que lhe deram dez netos e sete bisnetos. “Zoraide é uma manicure muito atenciosa e eu entrego minhas unhas para ela”, conta Angelina Santos Costa (à esquerda na foto), freguesa da profissional.

Casa do Fumo

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Hoje sob o comando dos sócios Madalena Amaral e João Alves Antunes (foto), a Casa do Fumo fica no no número 35 da Rua Saldanha Marinho. Mas o estabelecimento está na via desde 1956, com outros proprietários. Os atuais donos ampliaram o mix de produtos. Além do fumo, charutos e acessórios (cachimbo, filtros e outros itens), o local comercializa chapéus panamá e peças de artesanato em gesso. “Acho que um diferencial da Casa do Fumo é que tudo pode ser customizado. Dos fumos às peças de decoração em gesso que podem ganhar a cara dos clientes com as tintas e pinceis vendidos aqui“, salienta Madalena.

Armazém Califórnia

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Chegue cedo, principalmente, nos fins de semana, pois a chance de haver fila de espera é grande. Sob o comando de Khalil El Omairi Neto (foto), o Armazém Califórnia se tornou um dos endereços gastronômicos mais disputados no Centro. Localizado no número 68 da via, o restaurante especializado em comida árabe é referência em delícias como a esfirra de carne, macia, bem temperadinha com tomate, cebola e especiarias, ou quibe frito bem sequinho, temperado, que em cada mordida a carne desmancha. O local oferece comida boa, tempero bom, atendimento excelente, preço honesto e uma boa carta de bebidas, “ingredientes” que atraem uma clientela de todas as idades, que também podem apreciar o prato especial do dia, com arroz com lentilhas, cebola crocante, kibe assado, charuto de repolho, tabule e qualhadinha.

Öus Flagship Store

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Os irmãos Bruno e Rafael Narciso (foto) transformaram os tênis da marca curitibana Öus não apenas nos queridinhos dos skatistas. Hoje, suas peças – que incluem também bonés, camisetas, moletons e jaquetas – fazem parte do guarda-roupa de muitas celebridades, são disputados nos 800 pontos de todo o Brasil e esgotam rapidamente no ecommerce da grife de streetwear fundada em 2008. Há alguns tênis, inclusive, que já viraram peças de coleção com preços de grifes de luxo. Todas as criações são desenhadas e têm suas estratégias de vendas e marketing pensadas na sede e showroom da Öus, no número 98 da Saldanha Marinho. Há cino anos, a marca curitibana ocupa um prédio histórico da via e, em novembro passado, abriu sua flagship store (loja-conceito) no térreo, com os últimos lançamentos da Öus e um charmoso café. “Estar na Saldanha Marinho mostra que acreditamos no Centro e tem tudo a ver com o DNA da nossa marca”, afirma Bruno. “Além disso, é muito importante termos participando da renovação de um edifício tão bonito, como este de 1919”, completa Rafael.

Fanel Sport

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Chuteiras e camisetas de times (lado a lado, estão em manequins as do Coritiba e do Athletico) se espalham pelas vitrines da loja Fanel Sport, referência em materiais esportivos, que incluem também meias, shorts, protetores e bolas de vários esportes (futebol, basquete e futebol americano). Outro carro-chefe do estabelecimento aberto no número 148 há 56 anos são os troféus de competições. Todos, inclusive, já podem sair da loja personalizados para as mais diferentes premiações esportivas que ocorram em Curitiba e região.

Telaranha Livraria, Café & Editora

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De suas amplas janelas, sempre abertas nos dias ensolarados, parece atrair os clientes e seus notebooks para as mesas voltadas para o verde da Praça Santos Dumond. A Telaranha Livraria, Café & Editora, na esquina das ruas Saldanha Marinho e Ébano Pereira, ocupa um charmoso casarão histórico restaurado e sempre tem um movimento todos os dias para tomar um café ou comer alguma coisa, assim como vem saciando a voracidade de muitos curitibanos e até turistas por livros. À frente do estabelecimento, inaugurado há dois anos, estão os sócios Bárbara Tanaka (foto) e Guilherme Conde, também fundadores do selo Telaranha Edições, que já publicou 30 obras de literatura, artes e humanidades, de autores como Assionara Souza, Leonardo Marona e Julia Raiz. “A livraria e o café são a concretização de um desejo de partilhar em um espaço especial o mundo dos livros com outras pessoas”, afirma Bárbara.

Savarin Music

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Se há uma loja sinônimo de disco de vinil em Curitiba é a Savarin Music, fundada pelo Virgílio Savarin em 1983. O estabelecimento é uma visita obrigatória para os nostálgicos pelos clássicos “bolachões” e por quem busca CDs, DVDs e toca-discos. A clientela fiel não se deve apenas por suas raridades, mas também pelo atendimento personalizado. “Visitar a Savarin Music, dizem alguns, é como entrar num túnel do tempo. Mas a melhor definição, na verdade, talvez seja a de entrar num espaço de acolhimento, num lugar amigo. Inspiramos quem nos procura a conhecer artistas, diferentes estilos e também orientamos sobre os melhores toca-discos disponíveis no mercado”, conta Adriano Savarin, um dos três filhos de Virgílio. Adriano e seus irmãos, Diogo e Tiago (foto), também estão ao lado do pai na administração do negócio, que hoje ocupa o número 336 da Rua Saldanha Marinho e tem até uma área de garimpo, com até dez itens a preço único. 

Bife Sujo

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Comandado por Cesar Antônio Wisnieviski (foto), o restaurante Bife Sujo está no número 479 da Saldanha Marinho e tem uma lista infinita de personalidades que já saborearam seus concorridos pratos, do ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner ao poeta e escritor Paulo Leminski. Os carros chefes do restaurante continuam sendo a feijoada, que é servida nas quartas-feiras e sábados em cumbucas, bem como a costela assada e, é claro, o disputado Bife Sujo, que chega à mesa como uma generosa porção de tiras de bife de ancho sobre a chapa, batata frita, arroz, feijão, farofa, maionese e tomate. Todos os pratos vêm com porções generosas para duas ou três pessoas. De segunda a sexta-feira, também é oferecido um buffet.

Confeitaria e Panificadora Fênix

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Localizada no número 407, a Confeitaria e Panificadora Fênix, administrada por Gilson Javorski (foto), tem “clientes” por toda a cidade. Mas não são apenas os fregueses diários do endereço que levam para casa ou saboreiam os pães, doces e salgados comercializados em seus balcões ou mesas desde 1984. O estabelecimento também fornece seus produtos para os cafés da manhã para mais de 50 hotéis da capital. “Nosso funcionamento para o público final é de segunda a sábado, das 7h às 20h, mas nossa padaria funciona 24 horas por conta das encomendas diárias para os hotéis”, revela Javorski.

Pierogshop

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Primeira loja física do tradicional Pierog do Miro, há mais de 30 anos nas feirinhas de Curitiba, a Pierogshop é um espaço “moderninho” no número 499 da Saldanha Marinho para saborear ou pegar e levar molhos e porções do tradicional pastelzinho cozido. Enquanto nas mesas é possível escolher pratos com 5 a 15 unidades com diferentes recheios (repolho com batata, bata com temperos, ricota com batata e frango com batata) e molhos (champignon, calabresa e branco), também há opções embaladas à vácuo e congeladas para  levar para casa.  “A Pierog Shop foi aberta em 2023, na Saldanha Marinho, para levar nossos clientes tradicionais e para novos públicos este alimento típico polonês de uma forma moderna”, conta Patrycja Borek, que administra com a família a Pierogshop e é filha do casal Miroslaw Borek (mais conhecido como Miro) e Romana Kawalec, que iniciaram a história de sucesso do negócio da família.

Alfaiataria Saldanha

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O filho de ucranianos Orestes Pech (foto) abriu a Alfaiataria Saldanha em 1962 e segue na ativa há 63 anos no número 528. O simpático senhor de 86 anos é o comerciante em atividade mais antigo na Rua Saldanha Marinho. Ele conta que os tempos áureos da procura pelo serviço bem feito da alfaiataria foi até meados de 2015, quando existiam mais agências bancárias e escritórios de advocacia na região central. Chegava fim de ano, era lotado de serviço, até janeiro. No banco todo mundo usava terno e gravata”, recorda Pech. O alfaiate da Saldanha também faz pequenos consertos de roupas, que são o carro-chefe do seu comércio atualmente. Mas ele não reclama, já que gosta de fazer reparos tanto quanto dos ternos.

Antiquário Souza

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Há um ano no número 537, a loja Antiguidades Souza é um daqueles charmosos antiquários para entrar com tempo e fazer uma verdadeira viagem ao passado. Em suas prateleiras, mesas e balcões se espalham delicadas e nostálgicas peças de cristal, porcelana, prata e mármore, entre vasos, louças, luminárias, esculturas, quadros, espelhos, móveis e muitos outros itens de decoração. “Nossa peça mais antiga é uma louceira dos anos 1920. O acervo permite criar uma decoração diferenciada, pois há itens que combinam materiais nobres e confeccionados artesanalmente”, explica Valdinei Nunes de Souza (foto), dono do antiquário, que funcionou por anos no bairro Ahú.

Gabinet Bardot

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Trícia Andreia de Almeida e Marcos Manzutti (foto) fazem uma bela dupla no brechó Gabinet Bardot, no número 555. Enquanto a produtora de moda faz a curadoria das roupas e acessórios expostos nas araras e manequins, o estilista faz a restauração das peças femininas e masculinas ou as transformam no melhor no conceito “upcycling”, criando peças únicas a partir de vestidos, blusas, camisas, saias, calças ou casados que antes seriam descartados. “Nós defendemos a moda sustentável, que combate o desperdício têxtil e a poluição da indústria da moda e que, ao mesmo tempo, permite o acesso a peças únicas, com história e preços acessíveis”, explica Trícia. “Além disso, através do upcycling, transformamos de forma criativa  roupas e tecidos usados em novos produtos de moda. É uma prática sustentável que prolonga o ciclo de vida das peças”, completa Marcos. No dia a dia, a dupla sempre está acompanhada no brechó de seus fiéis companheiros Menina e Caramelo, cães sem raça definida, respectivamente, de Marcos e Trícia.  

Sapataria Florença

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Alceu Gomes (foto) abriu, em 1968, a Sapataria Florença na Rua Saldanha Marinho. Inicialmente, o estabelecimento ficava no começo da via, no número 92, e hoje está no número 665. “Comecei na Saldanha Marinho no tempo em que, onde hoje está o Armazém Califórnia, era uma loja da Batavo, na quadra do calçadão entre a Rua José Bonifácio e a Rua do Rosário”, recorda Gomes. Por trás do balcão, a missão do seu Alceu é uma só: arrumar mochilas, bolsas, tênis, malas e, principalmente, o carro-chefe, sapatos, para que quem os calça possa seguir: melhor e mais longe.

Largo Coronel Joaquim Pereira de Macedo

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No “triângulo” em que a Saldanha Marinho cruza com a Rua Visconde de Nacar e a Rua Professor Fernando Moreira está o Largo Coronel Joaquim Pereira de Macedo. No local, um centro comercial reúne vários serviços para os mais diferentes públicos que circulam por este trecho do Centro. Há salão de beleza e estética (Salvatori) e lojas especializadas em moldura e arte (Moldurella), refeições balanceadas (Semana Light) e bolos (Velvet).

Mais curiosidades sobre a Rua Saldanha Marinho

  • No século 19, a Rua Saldanha Marinho não tinha esse nome. Chamava-se Travessa do Ébano, também conhecida como Beco do Ébano, e, depois, Rua Botiatuvinha, que conectava a Rua Fechada (atual José Bonifácio) à Rua do Jogo da Bola (atual Dr. Muricy).
  • Em 1890, a Rua Botiatuvinha teve o seu nome alterado para Saldanha Marinho, em homenagem a Joaquim Saldanha Marinho, professor e político pernambucano ligado à maçonaria, que foi membro da Constituinte de 1891 (naquela época se podia dar nomes de ruas a pessoas vivas). 
  • A partir do século 20, a Saldanha Marinho começou a receber escritórios de advocacia, engenharia, consultórios médicos e odontológicos e até colégio, como o Deutsche Knabenschule (Escola Alemã de Meninos), atual Colégio Bom Jesus.
  • Até o fim da primeira metade do século passado, a Saldanha Marinho era popularmente chamada de “Rua da Morte”, por ter vários açougues e funerárias no início da via, o que significava, entre outras coisas, que o trecho ficava povoado de carros fúnebres e carroças que iam e vinham dos matadouros com animais mortos, e de pessoas sujas de sangue. 
  • Em 1904, foi construído um imponente edifício na rua Ébano Pereira, esquina com a Saldanha Marinho, para receber o Gymnasio Paranaense. Na década de 1950, quando passou a se chamar Colégio Estadual do Paraná, a escola mudou para a atual sede na rua João Gualberto, com o prédio em linhas ecléticas recebendo vários serviços administrativos do Governo do Estado. A partir de 1965, tornou-se sede da Secretaria do Estado da Cultura do Paraná.
  • O “toque” verde da Rua Saldanha Marinho é a Praça Santos Dumont, localizada no encontro da via com a Ébano Pereira e a Cruz Machado, em frente à Secretaria Estadual de Cultura. A homenagem ao Pai da Aviação correu em 1933. As sombras de suas árvores são um convite para sentar nos bancos do local e apreciar, além do busto de Santos Dumont, as cinco entradas e uma planta baixa assimétrica.
  • A sede do 33° Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento do Centro, está hoje na antiga Sinagoga Francisco Frischmann, no número 355 da Rua Saldanha Marinho. A construção do templo neste local foi pensada para simbolizar a presença da comunidade judaica e sua importância histórica em Curitiba. Atualmente a edificação ainda mantém grande parte de sua arquitetura original, porém desempenhando funções de segurança pública. 
  • A primeira loja da curitibana O Boticário ficava no número 214 da Rua Saldanha Marinho. A partir deste endereço, entre a Alameda Dr. Muricy e a Rua Ébano Pereira, o fundador Miguel Krigsner criou a maior rede de perfumaria e cosméticos do mundo, com 4 mil lojas físicas, presença em mais de 40 países e 18 mil colaboradores. Foi ali que Krigsner começou a manipulação das ativos de produtos O Boticário com uma batedeira que a irmã tinha recebido a mais de presente de casamento. Em 2025, Miguel Krigsner recebeu a comenda da Luz dos Pinhais, concedida pelo prefeito Eduardo Pimentel.   
  • Atualmente, há dez imóveis na Rua Saldanha Marinho que são Unidades de Interesse de Preservação (UIPs), a maioria localizada nas primeiras quadras, ainda no Centro.
  • Duas UIPs da Saldanha Marinho já foram restauradas pelo empreiteiro aposentado Arlei Smanhotto, responsável pela revitalização de outras seis construções no bairro (uma sétima está sendo iniciada). Entre elas, está a atual sede da Telaranha Livraria, Café & Editora, na esquina com a Ébano Pereira. O outro casarão fica entre a Alameda Dr. Muricy e a Rua Ébano Pereira. 
  • A partir da Rua Nilo Cairo, a Saldanha Marinho começa a ganhar ares de “Batel”, mas continuando sendo Centro até a Rua Brigadeiro Franco (cruzando, inclusive, a badalada Alameda Prudente de Moraes). Este trecho da via reúne estabelecimentos, com destaque para os do segmento de gastronomia, como Quina Comida Brasileira, Wiena Restaurante, The Oak Wine & Bar, Tasty, Meu Prudente e Patagonia Cervejaria.