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Animal silvestre

Capivara machucada no Parque Tingui é resgatada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e receberá tratamento

A operação de captura durou mais de uma hora e foi feita na manhã desta sexta-feira (17/7)

Meio Ambiente captura capivara machucada no Parque Tingui para ser tratada. Curitiba, 17/07/2026. Foto: Levy Ferreira/SECOM


Uma equipe do Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs), do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, conseguiu resgatar uma capivara que estava machucada no Parque Tingui, no bairro São João. A operação de captura durou mais de uma hora e foi feita na manhã desta sexta-feira (17/7).

A ação foi comandada pela chefe do Serviço de Monitoramento de Animais Selvagens, a médica-veterinária Oneida Lacerda. “Recebemos a demanda da captura da capivara machucada pelo 156. Na semana passada já tentamos o resgate, mas ela entrou na água. Hoje deu certo, espantamos ela para longe da água e ela entrou em um terreno onde conseguimos realizar a captura”, explicou Oneida. 

“Em uma disputa de território ela acabou sendo mordida e teve esse ferimento. Agora a capivara será encaminhada ao Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná para receber tratamento e se recuperar. Assim que estiver restabelecida será feita a soltura dela aqui mesmo no Parque Tingui”, completou Oneida. 

O que fazer

A orientação quando algum morador encontrar um animal selvagem ferido é avisar pela Central 156 da Prefeitura de Curitiba. 

De acordo com o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, as capivaras são animais silvestres nativos protegidos por lei que vivem há muito tempo no curso dos rios, mesmo aqueles que hoje se encontram em condição urbana e em parques.

“Pela própria dinâmica populacional da espécie é frequente a expulsão de alguns indivíduos do grupo, especialmente machos jovens devido ao início da maturidade sexual. Trata-se de um processo natural que, além de possibilitar a formação de famílias em outros locais, contribui para a manutenção de número controlado de indivíduos nos parques urbanos”, afirmou Evaristo.

Este também é um dos fatores relevantes para a histórica ausência do agente causador da febre maculosa nas capivaras de Curitiba.

“Nos momentos de disputa de território, invariavelmente surgem ferimentos e, embora as nossas equipes realizem atividades periódicas de monitoramento das capivaras que vivem nos parques, a captura efetivamente só acontece quando há a real necessidade e principalmente condições técnicas propícias”, disse Evaristo.

O diretor também lembra que apesar da proximidade da convivência com humanos e comportamento essencialmente pacífico, é importante lembrar que as capivaras são animais selvagens e de manejo complexo. 

Na grande maioria das vezes os ferimentos decorrentes de brigas são superficiais e cicatrizam rapidamente, não justificando o risco de expor o animal ao estresse da contenção e evitando assim mortes por miopatia de captura, comuns em intervenções com animais silvestres.