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Culturas se encontram no Carnaval de Curitiba

Bloco asiático celebra diversidade de povos no Carnaval 2026 de Curitiba

Sons dos tambores orientais abriram espaço, antes do desfile das escolas de acesso, e marcaram a estreia da Rosa do Povo na Marechal Deodoro

Bloco asiático celebra a diversidade de povos no Carnaval 2026 de Curitiba. Curitiba, 15/02/2026. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

O samba deu lugar ao som da música tradicional japonesa e aos tambores orientais, na noite de sábado (15/2), na avenida Marechal Deodoro. Antes do desfile das escolas do Grupo de Acesso, 170 integrantes do bloco asiático cruzaram a avenida e mostraram que o Carnaval de Curitiba também é palco para a pluralidade cultural. 

Dragões coloridos, leões, trajes típicos e apresentações de artes marciais animaram as mais de 20 mil  pessoas que lotaram as arquibancadas.

O presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) , Marino Galvão Junior disse que a participação do bloco asiático reforça o caráter plural do Carnaval curitibano.

A cada ano,  a Fundação Cultural amplia a presença de diferentes expressões culturais ao lado de agremiações tradicionais e blocos já consolidados na programação, explicou o presidente.


Representando as comunidades chinesa e japonesa, o bloco apresentou curiosidades e manifestações culturais que atravessam séculos. A dança dos leões e dos dragões, uma das mais simbólicas tradições chinesas, percorreu a avenida, levando ao público uma celebração ligada à prosperidade e aos ancestrais. Também houve demonstrações de kung fu e uma ala dedicada aos trajes tradicionais chineses. 

A comunidade japonesa levou o taiko, instrumento de percussão milenar que ganhou força em apresentações coletivas ao redor do mundo a partir do século 20, além de trajes típicos e uma demonstração de karatê. 

José Luís Chong, presidente da Associação Cultural Chinesa do Paraná e idealizador do bloco,  destacou:  “reunir as comunidades asiáticas, na maior festa popular do país,  foi uma forma de mostrar ao público a riqueza das nossas tradições e a contribuição que elas dão à história de Curitiba”.

Everson Keiti Takayama, presidente da Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba, disse que ver chineses e japoneses desfilando juntos é um símbolo da diversidade do Paraná.

 “É um momento de orgulho para todos nós, porque mostramos que nossas raízes também fazem parte do carnaval da capital”, explicou Everson.

A professora universitária Vanessa Ishikawa Rasoto  desfilou usando um traje típico japonês, o Yucata.  “Está sendo emocionante, é uma maneira de representar a cultura japonesa e ajudar a manter vivas as nossas tradições”, disse Vanessa.

Grupo de acesso na avenida

Na sequência, a Marechal Deodoro recebeu o desfile das escolas do Grupo de Acesso, com destaque para a estreia da Rosa do Povo. Inspirada na obra “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, a agremiação formada a partir de núcleos comunitários em Curitiba e Região Metropolitana, fez sua primeira apresentação oficial. A escola com 350 componentes levou para a avenida o enredo Nasce uma Rosa na Curitiba de Todos os Povos, defendendo a ideia de que o samba floresce nos territórios e nas lutas cotidianas.

Também desfilaram pelo Grupo de Acesso as escolas Asas de Prata, Vai na Fé, Embaixadores da Alegria e Leões da Mocidade.Três das cinco agremiações são recém-chegadas à festa popular, resultado do edital anual, lançado pela Fundação Cultural de Curitiba para apoiar e selecionar projetos carnavalescos, fortalecendo a cena do samba na capital.