Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A capivara machucada que foi resgatada no Parque Tingui há dez dias, no dia 17 de julho, ganhou um novo lar para viver nesta segunda-feira (27/7). Após passar por tratamento médico-veterinário no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o macho adulto de capivara foi solto na manhã desta segunda-feira (27/7) no Parque Tanguá, no bairro Taboão.
A soltura foi feita por uma equipe do Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs), do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba. De acordo com a chefe do Serviço de Monitoramento de Animais Selvagens, a médica-veterinária Oneida Lacerda, a escolha do Parque Tanguá foi feita pelo parque estar na mesma bacia do Rio Barigui.
“O animal foi tratado por conta de ferimentos causados por uma briga de machos de capivara. No Hospital Veterinário da UFPR ele recebeu tratamento, foram feitos curativos, e se recuperou bem. Aqui no Parque Tanguá existe uma população de capivaras um pouco menor que no Tingui”, explicou Oneida.
“Mas as capivaras são animais andarilhos, se ela seguir o leito do rio pode ir para o Parque Tingui ou para o Parque Barigui. Esperamos que ela tenha uma vida normal aqui no Tanguá, faça uma nova família e se recupere bem”, completou a médica-veterinária.
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Oneida Lacerda, chefe do Serviço de Monitoramento de Animais Selvagens
A capivara solta nesta segunda-feira (27/7) está pesando 78,2 quilos.
O que fazer
A orientação quando algum morador encontrar um animal selvagem ferido é avisar pela Central 156 da Prefeitura de Curitiba.
De acordo com o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, as capivaras são animais silvestres nativos protegidos por lei que vivem há muito tempo no curso dos rios, mesmo aqueles que hoje se encontram em condição urbana e em parques.
“Pela própria dinâmica populacional da espécie é frequente a expulsão de alguns indivíduos do grupo, especialmente machos jovens devido ao início da maturidade sexual. Nos momentos de disputa de território, invariavelmente surgem ferimentos e, embora as nossas equipes realizem atividades periódicas de monitoramento das capivaras que vivem nos parques, a captura efetivamente só acontece quando há a real necessidade e principalmente condições técnicas propícias”, disse Evaristo.
O diretor também lembra que apesar da proximidade da convivência com humanos e comportamento essencialmente pacífico, é importante lembrar que as capivaras são animais selvagens e de manejo complexo.
Na grande maioria das vezes os ferimentos decorrentes de brigas são superficiais e cicatrizam rapidamente, não justificando o risco de expor o animal ao estresse da contenção e evitando assim mortes por miopatia de captura, comuns em intervenções com animais silvestres.