A Secretaria Municipal da Saúde começará a utilizar, nas próximas vistorias programadas a academias de ginásticas, o roteiro de inspeção sanitária apresentado e discutido com os representantes do segmento em audiência pública realizada nesta quinta-feira (1º).
O objetivo do debate e da adoção do check list padrão, que reuniu cerca de setenta participantes no auditório do Mercado Municipal, é tornar esses locais mais seguros e eficientes para freqüentadores, profissionais de Educação Física e demais funcionários.
“A proposta é melhorar as condições oferecidas em cada local, uma vez que as academias existem para ajudar as pessoas a ter mais saúde e qualidade de vida”, explica o diretor do Centro de Saúde Ambiental do órgão, Luiz Antônio Bittencourt Teixeira, que abriu o encontro.
Curitiba tem 161 academias cadastradas junto ao Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde. A partir de agora, sabendo quais os requisitos precisam cumprir, cada academia pode promover as adaptações necessárias antes da chegada da equipe da Secretaria.
A iniciativa foi elogiada pelo chefe do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Educação Física, Alessander Simões da Silva. “O mais importante é a construção em conjunto dessa forma de acompanhamento”, disse.
Silva manifestou interesse em levar a idéia para as autoridades sanitárias de Cascavel, no oeste do Estado, onde atua. “É uma prática que merece ser compartilhada no maior número possível de locais”, justificou.
A intenção das autoridades sanitárias, com a instituição do novo roteiro é padronizar todos os aspectos passíveis de inspeção. Isso abrange desde a administração de cada local, estrutura física, higiene de ambientes e equipamentos até o comércio de suplementos alimentares.
Na condição de estabelecimentos de interesse da saúde, observou a responsável pela Vigilância Sanitária de Serviços do município, Lucinéia Lino, é vital que as academias esclareçam os frequentadores também sobre suplementação alimentar.
“Isso é prerrogativa dos atletas, que necessitam ser supervisionados por nutricionistas. Quem faz treinos leves não precisa consumir esses produtos”, explicou.