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Ano novo, despesas antigas

10 dicas para começar e terminar o ano sem comprometer o orçamento

Organizar as finanças para começar e terminar o ano sem comprometer o orçamento. Curitiba, 05/01/2025. Foto: Isabella Mayer/SECOM

Depois da euforia consumista de dezembro, janeiro chega cobrando a conta. O início do ano concentra despesas que já fazem parte da rotina das famílias brasileiras, como IPTU, IPVA, matrícula e mensalidades escolares, material didático, além de gastos recorrentes como condomínio, energia, água, internet, planos de saúde e seguros.

Segundo o vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins, orientações como essas são fundamentais para ajudar as pessoas a começarem o ano com mais tranquilidade e planejamento. Ele destaca que um dos objetivos da secretaria é apoiar o trabalhador e o empreendedor a lidar melhor com as finanças no dia a dia, por meio de informação de qualidade e estímulo ao planejamento financeiro.

“Quando o poder público compartilha esse tipo de dica, contribui para que as pessoas tenham mais controle sobre o orçamento, evitem o endividamento desnecessário e possam construir uma trajetória mais próspera e bem-sucedida”, afirma Martins.

Revisar despesas 

Segundo Tiago de Souza, head de expansão do Grupo Valore Elbrus, esses compromissos podem representar entre 40% e 60% do orçamento mensal de uma família. Por isso, o começo do ano é um momento estratégico para revisar despesas variáveis e não essenciais, como assinaturas pouco utilizadas, gastos excessivos com lazer, delivery, compras por impulso, troca antecipada de eletrônicos ou veículos e viagens não planejadas.

“Pequenos ajustes nesses itens ajudam a absorver as despesas obrigatórias do período sem recorrer ao endividamento. Planejar não significa cortar tudo, mas priorizar o que é realmente essencial naquele momento. Gastos são iguais unha, sempre é necessário estar cortando”, alerta o especialista.

À vista ou parcelado?

Tiago explica que a escolha entre pagar à vista ou parcelado deve levar em conta a liquidez disponível e a existência de reserva financeira. O mais importante é que a decisão não comprometa o equilíbrio financeiro ao longo do ano. Parcelamentos só devem ser feitos quando há dinheiro em caixa para honrar as parcelas mês a mês, evitando o endividamento desnecessário. “Dinheiro não é fim, é um meio que permite uma vida mais feliz e mais qualidade. A escolha precisa ser consciente”, reforça.

Organizar o caixa

A organização financeira aparece entre as resoluções mais buscadas pelas pessoas para o ano novo, ao lado da busca por mais saúde e bem-estar. A gestão das finanças pessoais é um pilar fundamental para alcançar esses objetivos, pois é ela que permite direcionar recursos de forma consciente e sustentável ao longo do ano.

De acordo com Renato Sarreta, sócio e líder regional da XP no Sul, o início do ano costuma ser um período crítico para o orçamento familiar devido à concentração de despesas fixas. Por isso, o foco deve estar em organizar o fluxo de caixa, separar gastos essenciais, projetar os próximos meses e evitar decisões que comprometam a renda futura.

“O primeiro passo é olhar para a própria realidade financeira, listar receitas e despesas e projetar os próximos meses. Só com essa visão clara é possível tomar decisões mais assertivas e evitar repetir ciclos de endividamento”, orienta Sarreta.

Ainda segundo Sarreta, para transformar a intenção de organizar as finanças em prática ao longo do ano, disciplina, acompanhamento constante e escolhas conscientes fazem toda a diferença

10 dicas para começar o ano com as finanças em dia

  1. Liste todas as receitas e despesas mensais, incluindo gastos fixos e variáveis.
  2. Priorize o pagamento das contas obrigatórias do início do ano, como impostos e escola.
  3. Revise assinaturas e serviços pouco utilizados e cancele o que não for essencial.
  4. Evite parcelar compras sem necessidade, especialmente no cartão de crédito.
  5. Estabeleça um limite mensal para gastos com lazer e consumo por impulso.
  6. Monte ou reforce a reserva de emergência, mesmo que com valores pequenos.
  7. Organize as dívidas existentes e busque negociar taxas e prazos, se necessário.
  8. Planeje os gastos dos próximos três meses para evitar surpresas no orçamento.
  9. Utilize planilhas, aplicativos ou anotações simples para acompanhar os gastos.
  10. Revise o orçamento periodicamente e ajuste o plano sempre que a realidade mudar.