Texto: Eliana Carmem Fachim
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A mesa do escritor português Valter Hugo Mãe no IV Festival da Palavra de Curitiba terminou às 21h10 deste sábado (8/8), mas o encontro com os leitores se estendeu por mais duas horas. Até as 23h15, o autor permaneceu no auditório do Museu Oscar Niemeyer (MON) autografando livros e conversando com o público que lotou o espaço.
Entre os leitores que esperavam pelo autógrafo estava ninguém menos que Ignácio de Loyola Brandão, escritor brasileiro homenageado nesta edição do festival. Ele seguiu para o MON logo após encerrar a participação com o público no Memorial de Curitiba para acompanhar a conversa entre Valter Hugo Mãe e o mediador José Castello.
Diante de um auditório lotado, Valter Hugo Mãe conduziu uma conversa que alternou reflexões profundas e momentos de humor. A desumanização da sociedade contemporânea e o papel da literatura na reumanizarão estiveram entre os principais temas. “A literatura não rouba do leitor a sua humanidade. A literatura esbanja humanidade no leitor”, afirmou.
A reflexão foi um contraponto às considerações do escritor sobre a tecnologia, especialmente o avanço da inteligência artificial. Para ele, o problema não está apenas na capacidade das máquinas de executar tarefas.
“O horror disto não é que a máquina faça o que eu não sei fazer ou que eu não quero fazer. O horror disto é que a máquina seja o que eu devia ser”, afirmou.
Questionado por José Castello sobre a correria da vida atual, o escritor contou que está cumprindo uma extensa agenda no Brasil. Valter Hugo Mãe está no país desde 30 de julho e, até o próximo dia 15, passará por seis cidades. Uma delas foi Curitiba, onde participou do Festival da Palavra.