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EpiSUS

Treinamento em epidemiologia capacita profissionais da Saúde de Curitiba

Programa do Ministério Saúde chegou pela primeira vez em Curitiba em modalidade descentralizada

Texto: Millena Lechtchechen, sob supervisão de Themys Cabral
Prefeitura de Curitiba

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba encerrou, na última quarta-feira (20/5), a primeira edição descentralizada do EpiSUS na cidade, programa de treinamento em epidemiologia realizado em parceria com o Ministério da Saúde. O curso capacitou técnicos, chefes e coordenadores da Vigilância Epidemiológica, além de supervisores de quatro dos dez distritos sanitários da capital.

A iniciativa vem de um esforço dos últimos três anos para a ampliação das estratégias educacionais da Secretaria, a fim de aumentar o potencial analítico das equipes.

“Ter vocês aqui é motivo de muita alegria, imagino que vocês se sintam da mesma forma. Espero que sirva para despertar em vocês a importância da Epidemiologia, do pensamento epidemiológico e do pensamento científico. Hoje a gente não trabalha mais com achismo ou apenas hipóteses do que iremos fazer. Nós devemos trabalhar, aprender e construir um pensamento científico cotidianamente”, afirma o diretor do Centro de Epidemiologia, Alcides de Oliveira.

EpiSUS

O EpiSUS é um programa de treinamento do Ministério da Saúde dividido em três níveis de formação, sendo eles o fundamental, o intermediário e o avançado. O curso tem formato híbrido, com três oficinas presenciais intercaladas por atividades de campo realizadas pelos participantes em seus locais de trabalho e em serviços de saúde. 

“O EpiSUS Fundamental veio ao encontro do nosso propósito de fortalecer nossa capacidade analítica, assim como fortalecer ações de vigilância em saúde no município. Essa formação trouxe bases fundamentais para o raciocínio epidemiológico, análise de dados, investigação de surtos e o uso ferramentas da qualidade no âmbito da epidemiologia”, explica a coordenadora de doenças e agravos não transmissíveis da SMS, Michelle Tavares Alves.

Com exigência de 100% de presença, o treinamento tem duração de 12 semanas e emite certificado de 200 horas para todos os concluintes, sendo 80 horas teóricas e 120 práticas. O curso encerrou com 93,5% dos participantes formados.

“É um privilégio estar aqui, eu fiquei muito feliz com o que eu vi ao longo desses dias. O engajamento de vocês chama muita atenção, a retenção ao longo dessa jornada foi altíssima. Só tenho a parabenizar o município e dizer que foi realmente muito bom ter estado aqui ao longo desses dias, porque de fato o trabalho de vocês foi brilhante”, ressalta a assessora da coordenação-geral de preparação para emergência em saúde pública do Ministério da Saúde, Caroline Martins.

Cada participante teve que desenvolver quatro estudos com produtos epidemiológicos. No total, foram produzidos 116 produtos de epidemiologia no decorrer do treinamento por todo o grupo.

Na primeira oficina, por exemplo, foi escolhido um agravo, como leptospirose ou um caso de óbito infantil. A partir disso, os participantes fizeram uma análise descritiva do caso. Em outro momento, o grupo foi dividido entre oito tutores para uma análise de um ciclo de vigilância. Foram realizadas entrevistas com três profissionais em unidades de saúde de Curitiba, para fazer um diagnóstico do ciclo de vigilância epidemiológica, que vai desde o diagnóstico da doença de notificação compulsória até a análise final. 

“Tínhamos o costume de receber os dados prontos da Secretaria e agora, com essa formação, temos capacidade de analisar os dados e apoiar a nossa equipe na tomada de decisões. Então, eu agradeço muito à Secretaria pela oportunidade de poder participar desse curso”, reconhece a supervisora do Distrito Sanitário Santa Felicidade, Gisele Jarek Tulio.