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Operação complexa

Transporte de vigas gigantes do viaduto Curitiba-Pinhais desperta curiosidade da população

Movimentação das grandes peças de concreto chama a atenção de moradores e comerciantes no limite entre os dois municípios

Colocação de vigas na construção do viaduto Curitiba/Pinhais. Curitiba, 17/06/2026. Foto: Luisa Kühner/SECOM

Texto: Cris Guancino | Edição: Aline Kozak
Prefeitura de Curitiba

O prefeito Eduardo Pimentel acompanhou, nesta quarta-feira (17/6), o terceiro dia da complexa operação logística de transporte e posicionamento das supervigas de concreto do novo viaduto-Curitiba-Pinhais, que irá ligar as avenidas Victor Ferreira do Amaral e João Leopoldo Jacomel. Comerciantes e moradores da região também pararam para observar a movimentação das carretas de transporte e dos guindastes de içamento das grandes estruturas no viaduto, principal obra metropolitana de mobilidade em andamento na cidade. 

A operação envolve mais de 50 trabalhadores, equipamentos especiais, carretas de grande porte e guindastes capazes de içar peças de concreto com cerca de 38 metros de comprimento e 40 toneladas cada. As 50 vigas somam 2.450 toneladas, o equivalente a aproximadamente 1.750 carros populares.

“Essa é uma etapa fundamental para entregarmos uma ligação mais moderna, segura e eficiente entre Curitiba e Pinhais. Estamos construindo uma estrutura robusta, com três faixas em cada sentido, preparada para melhorar a mobilidade de quem passa por essa região todos os dias. É uma obra que dá trabalho, mas é o tipo de trabalho que transforma a cidade”, afirmou o prefeito Eduardo Pimentel.

Uma a uma

Por causa das dimensões, as vigas estão sendo transportadas uma a uma pelo trecho de 900 metros, entre o canteiro de produção até a obra do viaduto, em uma operação que exige precisão e o bloqueio total de um trecho da Victor Ferreira do Amaral. A previsão é que o bloqueio de trânsito vá até o fim deste mês.

Moradores curiosos

Morador do Capão da Imbuia há mais de 30 anos, o aposentado João Waleske interrompeu a caminhada matinal para acompanhar o içamento de uma das vigas. Ele conta que acompanha frequentemente o andamento da obra e acredita que a intervenção vai melhorar significativamente o trânsito da região.

“Vai melhorar muito o trânsito. Depois que estiver tudo pronto, acho que vai ficar muito bom para os moradores e para quem ‘viaja’ todo dia. Aqui tinha o sinaleiro que segurava muito o trânsito", disse.

"Eu vim hoje porque queria ver levantar essa ‘viguinha’ de 50 metros, que chama atenção”, brincou Waleske.

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João Waleske, aposentado e morador do Capão da Imbuia há mais de 30 anos.

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A curiosidade também levou o latoeiro e ator amador Sérgio Bressan a acompanhar de perto a operação. Morador de Pinhais há 51 anos, ele está impressionado com a velocidade da execução da obra e com a engenharia necessária para movimentar estruturas tão pesadas.

“Eu gosto de ver porque também construo na minha chácara e sei que obra dá trabalho e leva tempo. Mas essa está indo muito rápido", contou. "O que mais chama atenção é ver esses guindastes levantando todo esse peso. É uma obra essencial para quem mora em Pinhais, porque a cidade cresceu muito e precisava de uma ligação melhor com Curitiba”, afirmou Bressan.

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Sérgio Bressan, latoeiro e ator amador.

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Dimensões das vidas

Quem também parou para observar foi o carreteiro Paulo Briefe, morador do Bairro Alto. Acostumado a lidar com grandes veículos, ele se surpreendeu com as dimensões das vigas. Quarenta delas têm peso aproximado de 40 toneladas cada, enquanto as outras dez são maiores, pesam 85 toneladas cada e medem 38 metros, o comprimento semelhante ao de um prédio de 12 andares.

“Eu cheguei aqui e vi essa carreta nesse comprimento e falei: de onde veio essa peça aí? Muito comprida, não tem como andar na cidade. Depois soube que foi feita aqui perto. É curiosidade mesmo para ver o tamanho da viga e acompanhar o andamento da obra”, contou Paulo.

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Paulo Briefe, carreteiro e morador do Bairro Alto.

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Obra avança em várias frentes

Enquanto a operação de transporte e acomodação das vigas é feita na estrutura principal do viaduto, outras equipes trabalham simultaneamente em diferentes etapas da construção.

No lado de Pinhais, teve início nesta semana a montagem das estruturas de terra armada, sistema que formará os acessos elevados do viaduto. As primeiras placas de concreto começaram a ser posicionadas na terça-feira (16/6). Já no lado de Curitiba, os trabalhos estão concentrados na conclusão das estacas de fundação, etapa necessária para que a implantação da terra armada avance também no trecho da capital.

As estruturas de terra armada são compostas por milhares de placas de concreto produzidas no mesmo canteiro de obras onde as vigas foram construídas, na Rua Paulo Kissula.

Maior capacidade viária

O novo viaduto faz parte das obras do Novo Inter 2, o Lote 4 (pacotes 3 e 4), projetado para ampliar a capacidade viária, melhorar a fluidez do trânsito e reforçar a segurança na ligação entre os dois municípios.

De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, o viaduto Curitiba-Pinhais é uma das estruturas mais importantes do Novo Inter 2.

“Além de eliminar um dos principais gargalos viários da região, ele foi projetado para ampliar a capacidade de tráfego, dar mais fluidez aos deslocamentos diários e aumentar a segurança para motoristas e usuários do transporte coletivo que circulam entre os municípios. Cada etapa executada agora nos aproxima de uma transformação definitiva na mobilidade desse corredor metropolitano”, disse Jamur.

Também acompanharam a operação os administradores da Regional Boa Vista, Reinaldo Boaron, e do Cajuru, Agostinho Crepvile, além das equipes técnicas da Secretaria Municipal de Obras Públicas e da Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (Utag).

PRO Curitiba

A intervenção faz parte do PRO Curitiba, programa que reúne R$ 6 bilhões em investimentos em obras estruturantes e sustentáveis para modernizar e preparar a cidade para o futuro. O programa é o maior da história da cidade e engloba mais R$ 6 bilhões em investimentos da gestão Eduardo Pimentel entre 2025 e 2028.

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