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Visita guiada

Tecnologia da Pirâmide Solar é apresentada para 100 integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Paraná

A visita técnica foi promovida pelo Departamento de Eficiência Energética e Geração de Energias Renováveis, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente

Tecnologia da Pirâmide Solar é apresentada para 100 integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Paraná. Curitiba, 18/06/2026. Foto: Divulgação

O funcionamento e a manutenção dos 8,6 mil painéis da Pirâmide Solar de Curitiba foram o tema da visita técnica, na tarde desta quinta-feira (18/6), para 100 integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado do Paraná. A atividade fez parte da programação do 3º Encontro Estadual de Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado do Paraná, evento promovido pelo Instituto Água e Terra do Paraná (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), e reuniu pessoas de várias cidades do estado.

A visita técnica foi promovida pelo Departamento de Eficiência Energética e Geração de Energias Renováveis, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Os integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado do Paraná também conheceram como é feito o monitoramento do antigo aterro sanitário que existia no Caximba, antes da Pirâmide Solar. 

As informações da visita guiada foram dadas pelo engenheiro Antonio Carlos Guillen e pelo assessor técnico Adilson Marin Lopes, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, e pela professora Leila Maranho, da Universidade Federal do Paraná, que atua na área do meio ambiente, biotecnologia, pesquisa e desenvolvimento e inovação. 

O principal objetivo da visita foi mostrar como é possível fazer a recuperação ambiental de áreas degradadas, boas práticas quanto ao saneamento ambiental e a gestão integrada dos recursos hídricos. 

Comitês

Os Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado do Paraná (CBHs) são órgãos colegiados de caráter consultivo, deliberativo e normativo. Conhecidos como "Parlamentos das Águas", reúnem representantes do poder público, da sociedade civil e de usuários de água para debater, planejar e decidir sobre o uso sustentável dos recursos hídricos. 

Como funciona 

A energia gerada pelos módulos fotovoltaicos da Pirâmide Solar é injetada na rede de distribuição da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) e o valor é abatido da conta de energia do município. Toda a energia gerada é atualmente distribuída para 304 prédios públicos da Prefeitura de Curitiba.

Sustentável

Instalada no bairro Caximba, que está recebendo a maior intervenção urbanística recente de Curitiba, o Bairro Novo do Caximba, a Pirâmide Solar de Curitiba é a primeira usina solar instalada em um aterro sanitário desativado da América Latina. 

O empreendimento faz parte do programa Curitiba Mais Energia, uma das estratégias da cidade para combater e mitigar as mudanças climáticas, por meio da produção de energia renovável, o que também resulta em economia aos cofres públicos.

Selecionada pela rede de cidades C40, através do programa Cities Finance Facility (CFF), a proposta foi contemplada com recursos da agência alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) para os estudos necessários para elaboração do projeto, e segue as regras de Geração Distribuída da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Pirâmide Solar também está alinhada às metas buscadas pelo Plano de Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas de Curitiba (PlanClima).

Números da Pirâmide Solar


  • 8,6 mil painéis
  • 4,55 MWp de potência instalada
  • 30% da energia dos prédios públicos do município
  • R$ 3,2 milhões de economia anual para os cofres públicos com gastos com energia da Prefeitura de Curitiba