Facilitar o entendimento de quem não ouve sobre a importância de prevenir a proliferação do mosquito vetor da dengue foi o objetivo da palestra que o Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (DPCD) da Prefeitura de Curitiba promoveu nesta terça-feira (21/5). O evento reuniu 12 participantes, que fizeram muitas perguntas à bióloga Simone Gusi, da Vigilância Sanitária do Distrito Portão da Secretaria Municipal da Saúde.
“Eles aproveitaram para esclarecer aspectos que muitos, pelo fato de só se comunicarem por sinais, não entendiam bem. Aqui tiveram oportunidade para perguntar e voltar para casa em condições de cuidar melhor dos ambientes por onde circulam. Era a nossa intenção”, disse a diretora do DPCD, Denise Moraes, que abriu a palestra e agradeceu o interesse dos participantes pelo assunto.
Com o auxílio de três intérpretes da Central de Libras (Língua Brasileira de Sinais) do órgão, a palestrante apresentou as características gerais do Aedes aegypti e o que fazer para que ele se não se multiplique. Amostras do inseto circularam entre os presentes para que eles tivessem uma ideia mais aproximada sobre sua aparência.
Informação e responsabilidade
Do tamanho de um grão de arroz cru, contou Simone, o inseto tem hábitos diurnos, voa baixo, não faz barulho e não deixa marca no local da picada. Seus ovos são depositados perto da água – daí a importância de eliminar dos ambientes todo objeto que acumule água, como pratos de vasos de plantas, objetos esquecidos em quintais e bebedouros dos animais de estimação.
Ela também enfatizou como reconhecer os sintomas da dengue e o que fazer diante da suspeita de contaminação. Febre, dor de cabeça e nas articulações, diarreia, vômitos e pressão baixa podem estar entre eles. “Nesses casos, o correto é não se medicar e procurar o serviço de saúde mais próximo. Tudo passa pelo que estamos fazendo aqui: conhecendo, aprendendo, para controlar o problema, pois todos somos responsáveis”, disse.
Tirando dúvidas
Depois de responder muitas perguntas da plateia, Simone conduziu o grupo para uma vivência na área externa do DPCD. No local, eles inspecionaram a saída de calhas e se havia água acumulada em vasos, depressões do terreno ou objetos como copos descartáveis - propositalmente deixados no caminho para testar o aproveitamento das informações recebidas.
Os aposentados Geraldo da Silva Lopes e Paulo Roberto Américo estavam entre os mais curiosos e fizeram muitas perguntas. Uma delas foi sobre o ciclo de vida dos mosquitos. Eles ficaram surpresos ao saber que o Aedes aegypti – que pode até matar - se torna adulto em apenas sete dias e que vive em torno de um mês.