Texto: Claudia Maria Teixeira de Almeida
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A construção de ambientes institucionais mais inclusivos e representativos esteve no centro do debate promovido pela Secretaria Municipal da Mulher e Igualdade Étnico-Racial (SMIR) nesta quinta-feira (14/5), durante a palestra “Da escuta à ação: fortalecendo a diversidade no serviço público”. O encontro aconteceu no auditório da Rua da Cidadania do Fazendinha e reuniu servidoras e servidores de diferentes secretarias e órgãos municipais.
Organizada pelo Departamento de Diversidade Sexual, a atividade teve como foco ampliar a reflexão sobre diversidade no ambiente profissional, incentivando práticas de respeito, acolhimento e valorização das diferenças dentro da administração pública.
A palestra foi conduzida por Débora Marinho, psicóloga da Assessoria de Diversidade Sexual da Secretaria Municipal da Mulher e Igualdade Racial (SMIR), e por Kalynka Oliveira, representante do Grupo Dignidade. Durante o encontro, as palestrantes abordaram questões relacionadas à identidade de gênero, inclusão e os desafios enfrentados pela população LGBTI+ nos espaços institucionais.
“Um ser humano não é definido apenas pelo sexo biológico, ele existe, mas precisamos falar de gênero. Cada cultura impõe um protocolo diferente para homens e mulheres e quando rompemos os protocolos surgem os preconceitos”, afirmou Kalynka Oliveira ao destacar como construções sociais influenciam práticas de discriminação e exclusão.
Débora Marinho reforçou a importância da compreensão correta sobre identidade de gênero no ambiente profissional. “A identidade de gênero é como a pessoa se reconhece, não está ligado a sentimentos”, explicou a psicóloga durante a palestra.
Escuta e acolhimento no ambiente institucional
Ao longo da programação, foram discutidos temas como diversidade e inclusão no serviço público, escuta ativa, fortalecimento das relações humanas no ambiente de trabalho e construção de instituições mais representativas da população atendida pelo poder público.
Outro ponto abordado foi a necessidade de consolidar políticas institucionais capazes de garantir ambientes mais seguros, respeitosos e inclusivos para todas as pessoas, independentemente de identidade, orientação ou trajetória social.