Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Cerca de 60 servidores da Secretaria Municipal da Saúde participaram, nesta quinta-feira (7/5), de duas reuniões preparadas para que os trabalhadores pudessem entender e conhecer melhor a previdência complementar, benefício assegurado a todos os servidores estatutários da Prefeitura de Curitiba, independentemente do salário.
Atualmente, a previdência complementar da CuritibaPrev – Aprev do Servidor (Fundação de Previdência Complementar do Município de Curitiba) tem 8 mil participantes que são servidores da Prefeitura de Curitiba.
A reunião foi realizada para a equipe do Ambulatório Encantar, especializado no atendimento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e suas famílias, no Centro.
A analista de previdência Ana Paula Bregolato ressaltou ao grupo que os valores das aposentadorias caem em relação ao último salário. “A última remuneração será aplicada no cálculo da aposentadoria apenas aos que ingressaram até 31 de dezembro de 2003”, alertou a representante da CuritibaPrev, que é servidora municipal há 16 anos.
“Além da média de todas as contribuições, o cálculo prevê outras regras de proporcionalidade, ou seja, na aposentadoria, quando precisamos de mais recursos para cuidar da nossa saúde durante a velhice, o valor a receber será menor do que o salário”, enfatizou.
Ela acentuou que a oferta da previdência complementar, como faz Curitiba, é uma obrigação de todos os entes – União, estados e municípios –, conforme determinou a Reforma da Previdência de 2019. Curitiba foi a primeira capital a oferecer o benefício com contrapartida aos seus servidores que recebem abaixo do Teto Previdenciário.
Duas previdências
Para a plateia formada por servidores com mais tempo de carreira, mas principalmente, por servidores que ingressaram no quadro há menos tempo, Bregolato apresentou as diferenças entre o regime próprio de previdência do IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba) e a previdência complementar da CuritibaPrev.
O IPMC é obrigatório. A previdência complementar é uma opção e é extremamente vantajosa, especialmente para os servidores que ingressaram há menos tempo e que terão uma aposentadoria de, no máximo, o teto do regime geral de previdência (atualmente R$ 8.475,55).
A previdência complementar dos servidores municipais de Curitiba é assegurada por uma entidade fechada, ou seja, só quem é (ou foi) servidor municipal pode participar. Ela é patrocinada (enquanto o servidor estiver ativo) e, com isso, quem tem o chamado Plan1 guarda uma parte do dinheiro e a Prefeitura deposita o mesmo valor em nome do servidor.
Os rendimentos acumulados ao longo do ano também impactam nas duas parcelas e o dinheiro pertence ao servidor. “É um investimento. E nós, servidores, somos donos da nossa previdência complementar, individualmente”, declarou Ana Paula.
Ela lembrou ainda dos benefícios fiscais da previdência complementar. Os valores guardados na previdência complementar podem ser abatidos até o limite de 12% da renda bruta tributável. Por isso, o participante pode pagar menos imposto de renda ou até aumentar o valor da sua restituição.
Guardar para o futuro
A psicóloga Nathaly Garcez, de 38 anos, integra o quadro de servidores municipais há dois anos e já é participante da CuritibaPrev. Ela contou que há cerca de dez anos começou a pensar sobre a aposentadoria e a guardar dinheiro, que virou uma reserva para alguma necessidade.
“O valor descontado da previdência complementar é um dinheiro que nem conto para resgatar. Ele está lá. Gostei de saber mais sobre o assunto e creio que poder complementar essa reserva pode ser interessante”, avaliou.
Servidor desde 2012, o psicólogo Fidelis Grando Filho, de 42 anos, aprovou o modelo da reunião. “Eu já guardo dinheiro pensando na aposentadoria. Achei ótimo saber das informações sobre a CuritibaPrev”, afirmou ele que, assim como outros servidores presentes, disse que desconhecia a previdência complementar da CuritibaPrev.
Durante a apresentação, o servidor Marcos Rodrigues Gatto, de 58 anos, destacou a importância de os servidores que têm menos tempo de trabalho na Prefeitura conhecerem e considerarem a previdência complementar. “
É preciso pensar a longo prazo. Nesse caso, especialmente porque existe a contrapartida da Prefeitura”, observou o servidor que trabalha no Município desde 1993.
O coordenador do ambulatório, Eduardo Cassanha, explicou que levar a CuritibaPrev à unidade foi principalmente pelo número de servidores novos que passaram a integrar o quadro. “Todos devem entender, conhecer o assunto”, defendeu.
Quem saiu pode voltar
A analista informou que os servidores que tiveram vínculo com a CuritibaPrev e pediram para suspender a previdência complementar, podem voltar e passar a contribuir, com a garantia da previdência patrocinada pela Prefeitura de Curitiba (CuritibaPrev Plan 1).
O CuritibaPrev Plan1 é destinado aos que tomaram posse depois de 26 de setembro de 2017. A contribuição é de 3%, mesmo percentual que a Prefeitura deposita. Já os nomeados antes de 26 de setembro de 2017 têm a opção do CuritibaPrev Plan2. Neste caso, o servidor deve optar entre o plano Migrante ou Não Migrante. Nos dois, os servidores fazem contribuição mínima de 1%, independentemente da remuneração.
Quem opta pelo Plano Migrante tem ainda a opção de fazer a contribuição normal suplementar, que pode ser escolhida pelo participante entre 3,75% até 7,5% sobre o valor que passar do teto do regime geral. Nesse caso, conta com patrocínio da Prefeitura. No Plano Migrante, quando se aposentar pelo IPMC, o benefício do servidor será o teto do regime geral à época.
A opção Não Migrante não é patrocinada pelo Município e o servidor pode aposentar-se pelo IPMC com valor superior ao teto do regime geral, a depender da sua evolução na carreira e das regras em vigor no momento que fizer o pedido de aposentadoria.
Para conhecer mais sobre os planos da CuritibaPrev, basta acessar o site. O e-mail é curitibaprev@curitibaprev.com.br . Os telefones são 3350-9604 e 3350-9040.