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Proteção

Para proteger recém-nascidos, Saúde leva testes rápidos de HIV e sífilis a maternidades privadas

Ação reforça o combate à transmissão de mãe para filho e assegura que gestantes e recém-nascidos recebam tratamento preventivo

Para proteger recém-nascidos, Saúde leva testes rápidos de HIV e sífilis a maternidades privadas. Foto: Divulgação

Texto: Millena Lechtchechen, sob supervisão de Themys Cabral
Prefeitura de Curitiba

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba entregou a primeira leva de testes rápidos de HIV e sífilis, fornecidos pelo Ministério de Saúde, para maternidades do setor privado da cidade, na última sexta-feira (7/8). A ação aconteceu na Maternidade Nossa Senhora de Fátima, do grupo Unimed. 

“Essa ação faz parte da estratégia de gestão de ampliação de acessos aos serviços públicos para todo cidadão, independentemente de ir em uma unidade pública ou privada. É a cidade cuidando de todos”, afirmou a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak.


Nesta primeira parceria, foram entregues 500 testes duo (HIV e sífilis) e mais 50 exames individuais de cada doença. Os testes não terão nenhum custo adicional para as pacientes e a testagem é fundamental para evitar a transmissão das mães para os filhos. 

Em dezembro de 2017, Curitiba foi a primeira cidade do país a receber do Ministério da Saúde o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV. Em 2022, conquistou o selo prata de boas práticas na eliminação da sífilis. Em ambos os casos, o município mantém a certificação até hoje. 

Como parte da agenda da SMS de Curitiba, a medida de levar a testagem rápida para as maternidades da rede privada tem como objetivo manter os recém-nascidos da cidade protegidos de uma possível transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho. 

No SUS Curitibano, os testes já são fornecidos gratuitamente em todas as unidades de saúde, além de ser ofertado para todas as gestantes que passam pela rede pública de saúde. Nas maternidades que atendem pelo SUS Curitibano, a testagem rápida no momento do parto já faz parte do protocolo do Mãe Curitibana Vale a Vida, mesmo que já tenha sido realizada anteriormente durante o pré-natal.

“Agora esperamos a adesão de outras maternidades privadas para que possamos garantir que todas as gestantes atendidas em Curitiba, independentemente de ser no SUS ou na rede privada, possam ter o seu diagnóstico e receber o tratamento adequado, em tempo oportuno, protegendo a saúde de todos os bebês”, ressaltou a secretária.  

De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira, a testagem rápida no momento do parto é uma ferramenta poderosa para proteger o bebê da transmissão vertical. 

'Se uma mulher chega em trabalho de parto, a equipe precisa ter o resultado o mais rápido possível. No combate à doença, cada minuto conta e os testes de laboratório podem levar horas. Com isso, se houver o diagnóstico de uma mulher com HIV, podemos evitar que o bebê nasça com o vírus', explica.

Diferentemente dos testes de laboratório, que podem levar horas para emitir o resultado, os testes rápidos fornecem o diagnóstico em cerca de 20 minutos. 

Para os casos de testes positivos para HIV, a amamentação não é recomendada por ser uma forma de transmissão do vírus. Além disso, mãe e bebê recebem antirretrovirais, medicamentos que impedem a multiplicação do vírus no corpo, protegendo o sistema de defesa e evitando que a infecção avance para a aids. No caso da sífilis, caso o diagnóstico ocorra no momento do parto, o bebê é internado e passa por um tratamento de dez dias contra a bactéria.