Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Adriano Kotsan
Prefeitura de Curitiba
As equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente usaram mais uma vez o aparelho de tomógrafo sônico portátil para avaliar a saúde interna de uma árvore. Nesta quarta-feira (5/8), a vistoria foi feita em um jacarandá-mimoso que fica no Largo Frederico Faria de Oliveira, na Rua Cândido Lopes, esquina com a Ermelino de Leão, no Centro.
A avaliação nas árvores dos espaços públicos é um trabalho rotineiro feito pelas equipes do Departamento de Parques e Praças, da Arborização Pública e de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. As vistorias de árvores em 34 áreas da região central também reforçam as ações da Prefeitura de prevenção aos danos que poderão ser provocados pelo fenômeno metereológico El Niño.
No Largo Frederico Faria de Oliveira existem cinco árvores de grande porte da espécie jacarandá-mimoso, todas plantados na década de 1970 e com cerca de 15 a 20 metros. De acordo com a diretora de Licenciamento e Fiscalização, Érica Costa Mielke, é importante usar o tomógrafo para a tomada de decisão do que será feito com uma árvore - uma poda de manutenção ou supressão total.
“Quando vemos algum indício de dano em uma árvore, usamos o tomógrafo para saber a extensão desse comprometimento. Se for algo superficial, nós podemos esperar, fazer uma análise daqui a algum tempo, e avaliar se isso progrediu ou não”, explicou Érica.
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Érica Costa Mielke, diretora de Licencimento e Fiscalização
O laudo da árvore vistoriada nesta quarta será avaliado pelas equipes técnicas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Como funciona
O tomógrafo tem 12 sensores que conversam entre si. O aparelho mede a velocidade do som dentro da madeira da árvore. Quando a árvore está sadia, a velocidade é maior, quando está comprometida a velocidade é menor. Isso vai para um programa no computador que revela uma imagem.
“O resultado do exame mostra uma figura no computador que vai dar normalmente três cores: verde, amarela e vermelha. Sendo a verde o tronco sadio, amarelo começando a apodrecer e vermelha bem comprometida”, disse Érica.
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Érica Costa Mielke, diretora de Licencimento e Fiscalização
O diagnóstico com esse aparelho é feito de forma não destrutiva e o resultado mostra se o interior da árvore está podre e se isso pode comprometer a estabilidade e aumentar o risco de queda.
As vistorias já foram feitas nas praças Rui Barbosa, Carlos Gomes, Tiradentes e Osório. As próximas programadas são as praças Santos Dumont e João Cândido.