Texto: Eliana Carmem Fachim
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A Fundação Cultural de Curitiba está fazendo os preparativos para a reabertura da Casa da Leitura Franco Giglio, no Bigorrilho, que depois de mais de uma década voltará a integrar a rede de bibliotecas de bairro da cidade após passar por obras de restauro. A unidade será reaberta durante o 4º Festival da Palavra de Curitiba, evento literário entre 5 e 9 de agosto.
Após restauro completo, Casa da Leitura Franco Giglio está pronta para um novo capítulo
Com a retomada das atividades da Franco Giglio, Curitiba passará a contar com 16 Casas da Leitura, além do Bondinho da Leitura, no calçadão da Rua XV de Novembro. Juntas, elas reúnem mais de 120 mil livros e funcionam como importantes pontos de formação de leitores e de acesso gratuito à literatura.
Localizada na Rua Jerônimo Durski, esquina com a Rua José Domakoski, entre os bairros Bigorrilho e Campina do Siqueira, a edificação passou por um restauro completo conduzido pelo Departamento de Edificação da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), dentro do programa Pró-Curitiba.
Com a entrega da obra, a equipe da Coordenação de Literatura da FCC está organizando o acervo que ficará disponível ao público. Na “nova” Franco Giglio terá cerca de cinco mil livros, entre obras de literatura, arte, cultura e títulos voltados ao público infantil, à disposição para empréstimo e consulta. No local também acontecerão rodas de leitura, contação de histórias e outras atividades de incentivo à leitura
Desativada há 15 anos, a unidade será reaberta no início de agosto, durante o Festival da Palavra de Curitiba. Nos dias 6 e 7 de agosto, de manhã e de tarde, a Casa da Leitura Franco Giglio recebe os autores Raquel Matsushita, Roger Mello, Tino Freitas e Marilda Castanha para conversa com o público. Eles integram a programação de literatura infantil e juvenil do festival.
“A Casa Franco Giglio é mais que uma biblioteca, é um patrimônio histórico e cultural que está sendo devolvido à população. Não poderia ser mais apropriado do que reabrir essa unidade tão importante durante o Festival da Palavra de Curitiba”, destaca o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marino Galvão Júnior.
O imóvel tem uma longa trajetória ligada ao incentivo à leitura em Curitiba. Entre 1982 e 2011, funcionou no endereço a Biblioteca, posteriormente Casa da Leitura Franco Giglio, em homenagem ao artista plástico ítalo-brasileiro que morou em Curitiba.
Patrimônio
O imóvel foi um dos primeiros equipamentos da Fundação Cultural de Curitiba voltados à formação de leitores, oferecendo à comunidade acesso a livros, atividades culturais e opções de lazer. Ele tombado como Unidade de Interesse Especial de Preservação e se destaca por sua arquitetura rural, construída por imigrantes entre o final do século XIX e o início do século XX, representando uma fase importante da ocupação e do desenvolvimento de Curitiba.
“Além de garantir espaços para atividades literárias, o investimento da Prefeitura recupera um imóvel reconhecido como Unidade de Interesse Especial de Preservação, devolvendo-o integralmente ao uso cultural", destaca o presidente da FCC, Marino Galvão Júnior.
Pesquisas recentes realizada pelo Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural de Curitiba, indicam que o italiano Marcos Andreatta teria construído a casa no final do século 19 para viver com Marguerita Morosin, com quem se casara em 1893. Ali nasceram seis filhos do casal.
A propriedade foi então vendida a João Nadvorny, polonês chegado ao Brasil em 1902, que a reconfigurou para morar com a família. Em 1982, o imóvel foi doado pela família Fressato para a Prefeitura de Curitiba. Surgiu, então, a Biblioteca Franco Giglio, homenageando o recém-falecido artista plástico italiano que viveu em Curitiba.