Texto: Matheus Hildebrando Neme
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
As áreas próximas aos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) Fúlvia Rosemberg e Fazenda Boqueirão ganharam novos espaços para parada de veículos com a implantação de remansos. As intervenções foram projetadas pela Superintendência de Trânsito (Setran) e executadas pelo Distrito de Manutenção Urbana Boqueirão (DMU-BQ), coordenado pela Secretaria do Governo Municipal (SGM).
Os remansos funcionam como recuos junto à via, permitindo que os veículos parem fora da pista para o embarque e desembarque de crianças e para o estacionamento de funcionários. A medida contribui para organizar o fluxo principalmente nos horários de entrada e saída dos CMEIs, quando há maior concentração de veículos e pedestres.
No CMEI Fúlvia Rosemberg, a intervenção atendeu a uma demanda antiga das famílias. Segundo a diretora da unidade, Priscila Cibele de Moura, as dificuldades para estacionar nos horários de maior movimento eram frequentes.
“Havia muitas reclamações das famílias no sentido de que havia dificuldade de estacionar e transitar nos horários de entrada e saída. O movimento era muito grande e não tinha local para parar o veículo. Era perigoso porque abriam a porta dos carros e colocavam em risco as crianças”, comenta.
Com a implantação dos remansos nos dois lados da unidade, os veículos passaram a contar com um espaço específico para a parada, sem ocupar a faixa de circulação da rua. A mudança também ajudou a organizar o deslocamento dos moradores da região.
“Os pais elogiaram muito e auxiliou nessa questão do fluxo do trânsito, não precisando mais parar no meio da rua. Vai trazer muito mais segurança e facilidade para todos”, afirma Priscila.
Do projeto à obra
A elaboração do projeto teve participação de quem ainda está começando a carreira na área. Hoje estagiária de Arquitetura da Regional Boqueirão, Maria Luiza Bosa, de 20 anos, acompanhou e participou do desenvolvimento do projeto dos remansos quando ainda era estagiária da Setran.
Ela conta que o trabalho começou com visitas ao local para entender as condições existentes e fazer as medições necessárias. Depois, as informações foram levadas para a Setran, onde o projeto foi desenvolvido.
“Fiquei um ano e quatro meses na Setran e esse foi um dos projetos que mais me marcou, porque foi o primeiro remanso que fiz. Vim ao local com a engenheira que me acompanhava para fazer as medições e avançar no projeto. Foram duas semanas de trabalho”, explica.
Além dos remansos, a intervenção também incluiu a adequação de rampas que já existiam no entorno dos CMEIs, mas precisavam ser ajustadas para atender às normas. Para a implantação os novos espaços, foi necessário avançar sobre a área que anteriormente era ocupada pela calçada e pelo gramado, reorganizando a geometria do trecho.
Para Maria Luiza, retornar ao local depois da conclusão da obra tem um significado especial. Ela acompanhou de perto a transformação de um projeto que passou a fazer parte da rotina da comunidade.
“É muito legal ver o projeto pronto depois de ter acompanhado e feito o trabalho. Fica ainda melhor ao saber que é algo que vai beneficiar várias pessoas que passam pela região”, conta.
As proximidades também passaram recentemente por uma correção geométrica, com intervenções voltadas à organização do espaço viário e à melhoria das condições de circulação.