Texto: Quiteria Otilia Neves Brevilheri
| Edição: Roberto da Silva Couto
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Os mais de 17 mil servidores da Secretaria Municipal da Educação (SME) de Curitiba iniciaram o segundo semestre letivo com as reflexões da Semana de Estudos Pedagógicos 2026 (SEP 2026), que trouxe o tema da diversidade para o debate coletivo da Rede Municipal de Ensino. A SEP 2026 aconteceu no sábado (1/8) e foi transmitido pelo canal oficial da Educação no YouTube.
O prefeito Eduardo Pimentel enviou uma mensagem gravada, destacando a importância do encontro e do tema escolhido.
“O tema deste ano nos lembra que cada criança é única e que uma educação de qualidade passa pelo acolhimento, pela inclusão e pelo respeito às diferenças. Quero agradecer a cada um de vocês pelo compromisso diário com nossas crianças e estudantes. É esse trabalho, feito com dedicação e sensibilidade, que ajuda a construir uma cidade com mais oportunidades, mais igualdade e um futuro melhor para todos”, afirmou Eduardo Pimentel.
Para o secretário municipal da Educação, Paulo Schmidt, a SEP abre mais uma etapa importante do calendário escolar e traz uma discussão que reflete a complexidade dos desafios enfrentados todos os dias na Rede Municipal de Ensino.
“Eu sei da dedicação de todos os profissionais da Educação de Curitiba e sei também que a cidade torce pelo nosso sucesso. Eu espero que as reflexões desta SEP sejam poderosas, inspiradoras e nos ajudem a superar desafios procurando construir diálogos e caminhos que nos levem a oportunidades melhores para todos”, destacou Schmidt.
Dinâmica de debate
A programação do sábado foi construída para valorizar rodas de conversa entre todos os participantes. Após a mesa de abertura, a palestrante convidada, a Psicopedagoga Josiana Hertel, especialista em Neurodesenvolvimento, Inclusão Escolar e Intervenção Precoce abordou o tema do encontro: Educação para a diversidade: desafios e possibilidades.
Para ela, a diversidade presente no ambiente educacional provoca constantemente os profissionais da educação, visto que não existe uma fórmula mágica capaz de garantir um aprendizado universal e padronizado.
“Essa heterogeneidade, ao mesmo tempo que representa uma riqueza, exige que nos aprofundemos em nossas práticas. É fundamental encarar essa realidade como um convite ao estudo contínuo, observando não apenas as particularidades de cada estudante, mas, sobretudo, suas potencialidades. O que realmente viabiliza o desenvolvimento dos estudantes é o olhar sensível, humano e atento que o educador dedica a cada um de seus alunos”, provocou Josiana Hertel.
Visão do estudante
A estudante do 5º ano da Escola Municipal Francisco Frischmann, Julia Victória Rodrigues da Costa, foi convidada a participar da Roda de Conversa que reuniu uma diretora e uma profissional de apoio de uma escola municipal, uma inspetora de escola especial, um professor de CMEI e uma pedagoga.
Apesar de um pouco nervosa por participar pela primeira vez de uma transmissão ao vivo, a estudante de 10 anos acompanhou a discussão do tema e respondeu à pergunta proposta: Se você pudesse dar uma ideia para deixar a sua escola ainda mais acolhedora e inclusiva para todas as crianças, qual seria?
Julia argumentou que em sua escola de período integral os estudantes são estimulados a respeitar os colegas e sempre fazer o bem, por isso não teve dúvidas. Propôs que o idioma espanhol tenha mais ênfase na escola, para ajudar o grande número de crianças migrantes. “Só na minha sala tem dois que falam espanhol e no resto da escola tem muitos que vieram de Cuba, Venezuela e de outros países. O espanhol seria uma forma importante de inclusão pela comunicação”, sugeriu.
Inclusão na prática
As propostas e resultados das discussões serão fruto de planejamento pedagógico para toda a rede, respeitando as particularidades de cada escola, CMEI, CMAEE e de cada turma, fruto de momentos de escuta, diálogo e construção coletiva.
“Convidamos cada equipe a olhar para sua própria realidade e refletir de forma colaborativa sobre o que já fazemos e que favorece a inclusão e o respeito à diversidade, quais os desafios ainda precisamos enfrentar, e quais estratégias podemos construir juntos para avançarmos ainda mais na promoção de uma educação de qualidade para todos. Que esse exercício nos fortaleça e promova ambientes ainda mais inclusivos e respeitosos”, declara a superintendente de Gestão Educacional, Estela Endlich.