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Dia do Voluntariado

Recompensados por ajudar, voluntários movimentam a rotina de Espaços Conviver e hospitais

O bem-estar de pessoas que nem conhecem é o objetivo desses anjos sem asas

Professor e voluntário Yan Machado leva conhecimento, carinho e aprendizado aos idosos do Espaço Conviver Portão. Curitiba, 27/08/2026. Foto: Ricardo Marajó/SECOM.

Texto: Cláudia Gabardo
Prefeitura de Curitiba

A cada dia, 12 instrutores voluntários ajudam a fazer acontecer oito das 16 oficinas promovidas nos Espaços Conviver – os serviços da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) que levam atividades culturais, físicas e de lazer grátis ao público 60+ que não quer e nem deve ficar parado.

“São pessoas com um imenso senso comunitário e que trazem um brilho especial para tudo o que pensamos e oferecemos para que os idosos tenham um envelhecimento integralmente saudável. São exemplos de vida que merecem ser seguidos”, avalia o secretário da SMDH, Carlos Eduardo Pijak Júnior.

Nesta sexta-feira (28/8), é comemorado o Dia do Voluntariado. 

Entre idosos

A cabeleireira aposentada Maria Dolores Bajerski Padilha é a mais velha do grupo. Aos 82 anos, há quase duas décadas atua como professora de Dança Cigana no Espaço Conviver Boa Vista. “Comecei como aluna, há 27 anos, assumi a turma quando a antiga professora saiu e aqui estou. Nem penso em sair”, conta.

Na maior parte desse tempo, Maria Dolores ainda trabalhava. Até os 81 anos, dividia seus dias entre o voluntariado e o salão de beleza que manteve na Barreirinha até 2025. “Trabalhei como cabeleireira durante 43 anos, até o dia 23 de dezembro”, observa.  

Segundo a esteticista aposentada, sair de casa para dar aulas e encontrar sua turma é recompensador. “É um prazer poder ajudar alguém a se sentir melhor e também me sentir útil”, define, emocionada.

Maria Dolores é querida pelas alunas e pela equipe do Espaço Conviver. “Ela é maravilhosa, a melhor professora que poderíamos ter”, resume Rosa Trindade, que há 15 anos é uma das atualmente 20 alunas da turma.

Voluntárias pela dança e pela pintura

A professora de Dança Cigana está entre os seis instrutores voluntários – a maior parte com mais de 60 anos – e compartilha o horário de aula com a instrutora de Pintura em Tela Maria Mangini. As duas atuam em salas próximas. Aos 78 anos, começou como estagiária de sua primeira professora, há 26 anos, e há mais de 20 anos se tornou instrutora voluntária.

“Amo muito o que faço. É o meu lazer e também uma oportunidade de trocar experiências, de ensinar e também aprender muito”, define. Sua aluna há 3 anos, Waldice Pereira dos Santos, de 68 anos, só tem elogios para a mestra. "Não troco por outra de jeito nenhum”, afirma.

Há pouco mais de 1 mês dando aulas de atividades físicas para duas turmas de idosos como voluntário do Espaço Conviver Água Verde, Yan Machado se sente recompensado. Aos 34 anos, o voluntariado não é algo novo em seu currículo. Anteriormente, o educador físico ensinou rugby para crianças. “É muito positivo levar para as pessoas algo que as faça se sentirem melhor”, diz o professor.

O estilo de aulas de Yan caiu no gosto dos 20 alunos do Espaço Conviver. “Ele tem um estilo dinâmico e muito diferente das aulas que tínhamos antes. Trouxe muita criatividade para as aulas”, resume Elyna Zanon Machado, de 66 anos e que há 6 frequenta o espaço dedicado às pessoas 60+ do Portão.

OUÇA AQUI

Elyna Zanon Monteiro.


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Em outras atividades

Voluntários também são essenciais na rotina de organizações maiores e complexas como o Hospital Universitário Cajuru, que este mês cedeu seu auditório para a realização do mais recente Conecta Parcerias. Desta vez, a capacitação técnica da SMDH voltada para gestores de organizações da sociedade civil e suas equipes tratou de aspectos relacionados ao voluntariado.  

Nesse hospital, que atende usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), a prática começou há 20 anos. Hoje são 430 voluntários distribuídos em 21 programas sob a coordenação de Kelly Lorusso, responsável também pelas áreas de Pastoral e do Núcleo de Identidade, Missão e Vocação dos Hospitais Cajuru e Marcelino Champagnat.

Entre eles estão o maquinista aposentado por invalidez Luciano José Simioni e a estudante de Psicologia Cecília Hillmann Coelho. Ambos atuam no acompanhamento solidário de pacientes em cadeiras de rodas e macas - que no ano passado acompanharam 8 mil atendimentos - e são identificados pelo jaleco branco com detalhes em laranja.

Com 47 anos, Luciano é voluntário há 18. “O contato com os pacientes é o melhor trabalho que se pode ter, e digo isso com a experiência de quem já foi um deles”, conta o voluntário, que sofreu um acidente de trabalho, desenvolveu sequelas, foi tratado no Cajuru e hoje é o mais antigo do grupo.

Com apenas 20 anos, Cecília começou a se interessar pelo voluntariado ainda no Colégio Santa Maria, quando participou da Missão Solidária Marista. Em julho, resolveu retomar a prática, conheceu o grupo do hospital e decidiu fazer parte dele – o mesmo de Luciano - há cerca de 15 dias. “Estou gostando muito. Além de ajudar as pessoas, nosso grupo é muito divertido”, conta.

A cabeleireira aposentada Maria Dolores Bajerski Padilha é a mais velha professora voluntária do Espaço Conviver Boa Vista. Aos 82 anos, está na função há quase duas décadas. “Comecei como aluna, há 27 anos, e assumi a turma quando a antiga professora saiu, há quase 20 anos”, conta.

VEJA AQUI 
Maria Dolores Bajerski Padilha, professora voluntária de Dança Cigana no Espaço Conviver Boa Vista.

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