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Xeque-mate no vírus

Quarentena leva enxadristas para o computador e amplia possibilidades de participação

Quarentena leva enxadristas para o computador e amplia possibilidades de participação. - Na imagem, Erbo tabuleiros. Foto: Divulgação

 

Em vez de suspender as atividades do Clube de Xadrez Erbo Stenzel, da Fundação Cultural de Curitiba, os cuidados em torno do novo coronavírus estão fazendo com que torneios e campeonatos do esporte migrem para as telas de computador. É assim desde a última quinta-feira (19/3), quando foi aberta a Copa de Xadrez On-line Alexandre Direne - a alternativa digital para os campeonatos presenciais que, por ora, não podem acontecer. O nome do campeonato homenageia o especialista em Sistemas Tutores Inteligentes e divulgador do xadrez on-line.

Só nesta segunda-feira (23/3), 28 pessoas se conectaram ao site onde acontecem as partidas diárias, sempre à noite, e deram andamento à terceira etapa da competição.

“A receptividade é tanta que ela deve se manter mesmo depois que os jogos presenciais forem retomados”, avalia o engenheiro mecânico e consultor em inovação industrial Rafael Lopes. Antigo frequentador do Clube, ele também é o organizador da nova Copa e idealizador da competição.

Antigo ponto de encontro

A criação do ambiente virtual veio para reunir os cerca de 600 enxadristas de todas as idades do clube, forçados a se manter longe dos dez tabuleiros disponíveis no local por tempo indeterminado. Em períodos normais, eles vão até o local para disputar dois eventos: a Copa Grande Mestre Jaime Sunye (às quintas e sextas-feiras, das 19h às 20h) e a Copa Erbo Stenzel (aos domingos, das 11h às 12h). 

Há mais de 30 anos, o espaço funciona na Galeria Júlio Moreira, no Centro Histórico. Por sugestão do artista plástico Jair Mendes, o local homenageia Stenzel - mais conhecido como escultor mas que também era enxadrista. Em 1959, ele sagrou-se campeão paranaense absoluto do esporte.  

Possibilidade de expansão

A nova plataforma, diz o coordenador do Clube, Wilson da Silva, só aumenta as qualidades inclusivas do esporte. “Se presencialmente já misturávamos pessoas de idades, gêneros e características especiais, agora podemos agregar jogadores sem limite de participações e de outros lugares do Brasil e do mundo”, compara o gestor, que é pedagogo, mestre e pós-doutor no campo que relaciona xadrez e desenvolvimento cognitivo. 

Sem essa possibilidade tecnológica, dificilmente os participantes do Clube Erbo Stenzel teriam a oportunidade de disputar partidas com enxadristas renomados. É o caso do mestre nacional Álvaro Almeida e do mestre internacional Nathan Filgueiras, catarinense de apenas 16 anos que se conectou ao Clube no começo desta semana e venceu o torneio.

 

Serviço: Xadrez on-line

Clube de Xadrez Erbo Stenzel- Copa Alexandre Direne
www.chess.com/clube/clube-de-xadrez-erbo-stenzel