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Capacitação

Programa Família Resiliente prepara moradores do Parolin para enfrentar eventos extremos

Palestra reuniu cerca de 120 moradores do Parolin, que aprenderam como prevenir e como agir em caso de emergências

Programa Família Resiliente prepara moradores do Parolin para enfrentar eventos extremos. Na imagem: O chefe de Operações da Defesa Civil de Curitiba, Rodrigo Alípio. Curitiba, 21/08/2026. Foto: Ricardo Marajó/SECOM

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil promoveu, nessa quinta-feira (20/8), uma palestra com moradores dentro do Programa Família Resiliente. Esta capacitação visa preparar comunidades em vulnerabilidade para prevenir emergências ou agir da maneira mais assertiva em caso de desastre.

Durante o encontro, que reuniu cerca de 120 moradores da região, o chefe de Operações da Defesa Civil de Curitiba, Rodrigo Alípio, explicou em linguagem popular o que é o fenômeno El Niño e como ele influencia nos eventos climáticos que atingem a todos.

“O El Niño pode fazer com que ocorram muitas chuvas fortes e até tornados. Mas uma comunidade preparada pode enfrentar esses eventos de modo a reduzir danos e até mesmo salvar vidas”, afirmou Alípio.

Os presentes foram  ensinados que devem chamar a Defesa Civil em caso de emergências ligando para o 199 e convidados a cadastrar seus números de celular para receberem os alertas.

Foi mostrado que a manutenção da infraestrutura ajuda a reduzir os riscos de emergências como alagamentos. Por isso, é importante manter calhas e bueiros limpos, evitando jogar lixo em rios e córregos, por exemplo.

A palestra incluiu medidas práticas que os cidadãos devem tomar em caso de emergências, tais como o estabelecimento de pontos de encontro e rotas de fuga e a preparação de um kit de emergência, mantido em uma mochila de fácil acesso. Entre os itens indicados estão água, documentos, lanterna, rádio, pilhas e medicamentos necessários, que poderão ser levados em caso de evacuação.

Em caso de enchentes

Quando a inundação ocorre, a primeira recomendação é manter a calma.  Também é recomendado desligar a energia elétrica da residência para reduzir o risco de choques caso a água alcance os disjuntores. Não se deve atravessar áreas alagadas. E deve-se buscar lugares altos.

Depois que as águas baixarem, o retorno para casa só deve ocorrer após a autorização da Defesa Civil. A estrutura dos imóveis pode ter sido comprometida durante a inundação, representando riscos aos moradores.

Os objetos que tiveram contato com a água da enchente devem ser higienizados com água sanitária, como forma de reduzir o risco de proliferação de doenças. Outro cuidado importante é verificar a presença de animais peçonhentos que possam ter entrado ou se escondido na residência durante a inundação. Cobras, escorpiões e aranhas podem permanecer em locais inesperados após o recuo das águas.

A aposentada Maria Madalena Lopes de Oliveira Pereira, de 68 anos, entende que este tipo de formação é importante e que a população deve fazer a sua parte para prevenir desastres. “O povo tem que participar. Não vai adiantar limparem os rios hoje e amanhã o pessoal jogar lixo. Vem a chuva e o lixo volta para dentro da casa. Todos têm que ajudar”, opinou a moradora.