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Exposição vira livro

Presença Negra em Curitiba ganha edição virtual, depois de dois anos em mostra de sucesso

Público poderá percorrer 239 páginas com textos ilustrados por fotos antigas e atuais

Família de Abelardo Ferreira, de Curitiba, reunida para a foto que registrou suas Bodas de Prata. 9 de fevereiro de 1943. Acervo: DPC/FCC

 

Neste sábado (25/7), data em que se celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, a Fundação Cultural lança o livro Presença Negra em Curitiba. A obra deriva da exposição de mesmo nome que, durante dois anos (2018-2019), ficou em cartaz na Casa Romário Martins.

Em 239 páginas, a obra reúne fotografias em preto-e-branco e coloridas, antigas e atuais, e trechos de 50 depoimentos originalmente gravados em vídeo. Nove artigos assinados por estudiosos do assunto completam o trabalho, cuja coordenação é dos historiadores Maria Luiza Gonçalves Baracho e Marcelo Saldanha Sutil. 

“Nesta gestão, a cultura negra mereceu destaque e visibilidade. Não apenas por meio dos editais do Fundo Municipal da Cultura que fomentaram a publicação de diversas pesquisas e trabalhos sobre o tema, mas também por meio de projetos de iniciativa da própria instituição. Entre esses se destaca a pesquisa sobre a presença negra em Curitiba, em formato de exposição e agora em livro”, diz a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro.

A maior parte das imagens integra o acervo iconográfico da Casa da Memória, que também selecionou fotografias do Museu Paranaense e de particulares. Já os textos abordam diferentes aspectos da inserção dos negros na sociedade curitibana desde o final do século 19, passando pela vida em família, educação, organização associativa e política, o destaque alcançado nos campos de futebol e as personalidades negras cujos túmulos podem ser visitados em cemitérios da cidade.

Para Sutil, o lançamento do livro nesta data “é uma forma de rememorar a luta cotidiana das mulheres negras contra todo tipo de desigualdade, opressão, violência e racismo, na busca por direitos e por uma sociedade mais justa”.