Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O Departamento de Eficiência Energética e Geração de Energias Renováveis, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, concluiu na sexta-feira (21/8) a vistoria e fiscalização usando um drone com tecnologia de termografia para ver o funcionamento dos painéis fotovoltaicos instalados na Pirâmide Solar de Curitiba, no Palácio 29 de Março (prédio central da Prefeitura de Curitiba), na Galeria das Quatro Estações no Jardim Botânico e nas coberturas dos terminais do Boqueirão, Santa Cândida e Pinheirinho.
Ao todo, foram verificados como está o funcionamento de 12.447 módulos de painéis fotovoltaicos destes equipamentos da Prefeitura de Curitiba. O drone utilizado no trabalho de vistoria tem uma câmera infravermelha que mede a temperatura dos módulos e mostra em imagens (fotos e vídeos) os pontos quentes que podem indicar que o painel está com algum problema.
No prédio da Prefeitura de Curitiba o monitoramento terminou de ser feito na tarde de sexta-feira (21/8). O Palácio 29 de março tem 439 módulos com painéis fotovoltaicos. Ao longo da semana passada o mesmo trabalho foi feito nos 8.596 módulos da Pirâmide Solar de Curitiba, nos 1.386 módulos do Terminal Solar Pinheirinho, 756 módulos do Terminal Solar Boqueirão, 900 módulos do Terminal Solar Santa Cândida e os 370 módulos da Galeria Quatro Estações, do Jardim Botânico.
Segundo o diretor de Eficiência Energética e Geração de Energias Renováveis, João Carlos Fernandes, a manutenção dos sistemas fotovoltaicos também envolve ações de limpeza, inspeção e reparo para garantir que os painéis e inversores gerem energia com segurança e eficiência máxima e que tenham a maior durabilidade.
“O uso de drones permite rapidez e qualidade das inspeções. Termografia é uma técnica de inspeção rápida e não destrutiva que usa câmeras infravermelhas para mapear o calor na superfície dos módulos fotovoltaicos. O objetivo principal é identificar falhas que não são possíveis de detectar em uma inspeção visual e assim evitar perdas de energia, prevenir incêndios e garantir a segurança e a vida útil do sistema”, explicou Fernandes.
Com o drone termográfico é possível identificar os pontos quentes (hotspots) dos módulos, essas são áreas superaquecidas causadas por sombreamento, sujeira acumulada ou defeitos internos nas células de silício.
O problema também pode ser causado por falhas elétricas ou danos físicos, com células trincadas, microfissuras ou infiltração de umidade no vidro do módulo.
Vantagens da tecnologia
Entre os principais pontos positivos da vistoria feita com a tecnologia da termografia está a manutenção preventiva dos módulos com paineis fotovoltaicos, permitindo achar erros antes que eles destruam o painel ou interrompam a geração de energia.
“Com o uso do drone reduzimos significativamente o tempo para a execução da tarefa, comparado à câmera manual. Também aumentamos a segurança ao eliminar o trabalho em altura, e é possível utilizar inteligência artificial para análise de dados e o georreferenciamento por GPS para localização precisa de defeitos”, concluiu o diretor de Eficiência Energética e Geração de Energias Renováveis, João Carlos Fernandes.