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Gestão eficiente

Prefeitura economiza R$ 56 milhões com análise técnica de revisão de contratos

Com cinco pessoas, departamento é responsável por revisar valores, analisar planilhas de custos, calcular alterações contratuais e demais procedimentos relacionados às contratações públicas

Equipe da Assessoria de Custos e Análise de Projetos, responsável pela revisão técnica de contratos da Prefeitura de Curitiba. Curitiba, 16/09/2026. Foto: Hully Paiva/SECOM

Desde o início da atual gestão, em 2025, a Prefeitura de Curitiba conseguiu economizar R$ 56,3 milhões graças ao trabalho técnico de análise e renegociação de contratos. O resultado é fruto do trabalho da Assessoria de Custos e Análise de Projetos da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, departamento responsável por revisar valores, analisar planilhas de custos, calcular as alterações contratuais e demais procedimentos relacionados às contratações públicas.  

Neste período, foram 835 contratos revisados, principalmente em áreas como meio ambiente, governo, educação e obras. O valor economizado equivale, por exemplo, ao custo de reciclar 37 quilômetros de asfalto na capital. Também seria suficiente para bancar 1.750 reformas e revitalizações de escolas e CMEIs, tomando como base valores do ano passado. 

A ideia, segundo o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, é garantir que os valores praticados nos contratos estejam de acordo com critérios técnicos e parâmetros de mercado, contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos públicos. 

“Desde 2017, quando implantamos o Plano de Recuperação Fiscal de Curitiba, que colocou as contas do município em dia, a Prefeitura passou a fazer uma análise criteriosa de contratos, ampliando o controle sobre suas despesas, fortalecendo a transparência dos processos e ainda garantindo que o recurso público seja aplicado de maneira responsável e eficaz", comentou Puppi.

Análise

Segundo Rafael Plasse, coordenador da assessoria, entre as atividades desenvolvidas estão a análise de orçamentos estimativos de contratações, avaliação de planilhas de propostas, cálculos de alterações contratuais — como acréscimos, supressões, repactuações, reajustes e reequilíbrios —, além da definição de metodologias de custos, padronização de critérios técnicos e suporte às unidades gestoras.

Somente em 2026 já foram analisados 367 processos, com a emissão de 900 pareceres técnicos. O trabalho da equipe da Assessoria, composta por cinco servidores, envolve diferentes áreas e contratos da administração municipal e permite identificar valores que podem ser reduzidos ou adequados antes da formalização das alterações contratuais.

“A análise técnica também permite que a Prefeitura tenha maior segurança na tomada de decisões relacionadas aos contratos, evitando pagamentos acima dos valores considerados adequados e contribuindo para a preservação dos recursos públicos”, diz Plasse.

Resultados

Entre os resultados obtidos em 2026, um dos principais destaques está nos contratos de transporte oficial. A realização dos cálculos de alterações contratuais, considerando a redução do saldo de vida útil dos equipamentos, proporcionou uma economia de R$ 6,3 milhões. Segundo Plasse, o resultado demonstra a importância de uma avaliação detalhada das condições contratuais e dos custos envolvidos na prestação dos serviços. A metodologia utilizada permitiu adequar os valores dos contratos à realidade dos equipamentos, evitando despesas que não correspondessem aos parâmetros calculados tecnicamente.

Outro resultado relevante foi obtido nos contratos de limpeza e conservação, que tiveram uma economia de R$ 852,9 mil a partir dos cálculos de alterações contratuais realizados pela assessoria. Nos serviços de poda, coleta e transporte de resíduos vegetais, a elaboração de cálculos de orçamento referencial e de alterações contratuais proporcionou uma economia de R$ 878 mil. Já os contratos relacionados à merenda escolar tiveram uma economicidade de R$ 605,4 mil, resultado também obtido a partir da análise técnica das alterações contratuais. 

Somados, esses quatro exemplos representam uma economia de R$ 8,7 milhões em 2026. “A economicidade gerada representa recursos que deixam de ser comprometidos de forma desnecessária e que podem permanecer disponíveis para outras demandas da população”, acrescenta Puppi.