Texto: Joao Maximo Salomao Filho
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Você tem um cão de assistência? A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano faz o credenciamento e emite as carteirinhas para que pessoas acompanhadas desses cães tenham acesso a quaisquer espaços de uso coletivo, públicos ou privados, incluindo os veículos de transporte coletivo e individual.
Nesta sexta-feira (12/6), Luana Fabi Maciel, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi à sede do Departamento da Pessoa com Deficiência, no bairro Cristo Rei, e recebeu a credencial para o Spike, um golden retriever de 5 anos. Luana conta que Spike a ajuda muito a lidar com a ansiedade.
“Há dois anos descobri que possuo uma doença autoimune, o que agravou minhas crises de ansiedade. Pesquisei na internet e um adestrador me falou sobre os cães de assistência e que a Prefeitura emite a carteirinha para que ele possa me acompanhar em todos os lugares. Quando estou ansiosa ele fica comigo até me acalmar”, relata a técnica de TI.
A diretora do Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Denise Maria Amaral de Oliveira Moraes, explica que a carteirinha é emitida com base no Decreto 1530/2022, que regulamenta o uso de cães de assistência para pessoas com deficiência e com patologias. “A função do cão é proporcionar maior autonomia, funcionalidade ou regulação comportamental do seu condutor”, esclarece Denise.
Treinamentos específicos
Denise também relatou que o cão de assistência é treinado para suprir alguma necessidade da pessoa. “Cada um deles é treinado para atender necessidades específicas de seu tutor. Um animal que acompanha uma pessoa com autismo vai ter um treinamento diferente daquele feito para apoiar alguém com uma deficiência física”, explica.
Para receber a credencial, o animal precisa ter passado por adestramento e estar pronto para conviver na sociedade, entrar num transporte público, encontrar com outros cães num shopping e outras situações do dia a dia. “A credencial permite que eles acompanhem as pessoas em praticamente todos os lugares, com exceção de setores de isolamento em estabelecimentos de saúde, centros cirúrgicos e áreas de preparação de alimentos”, diz a diretora.
Além do treinamento, o cão deve atender os diversos critérios para ser credenciado. É analisada a indicação médica do condutor, se o pet é chipado, seu perfil e raça, entre outros pontos.
A diretora também esclarece que um cão de assistência é diferente de um cão de apoio emocional. “O cão de apoio emocional é aquele cão que apoia as pessoas com problemas mentais ou emocionais, mas não tem um treinamento específico”, explica Denise.
Serviço
Para solicitar sua credencial, procure o Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência pelo telefone 3221-2262 ou via e-mail gdpd@curitiba.pr.gov.br