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Secretaria da Mulher

Patrulha Maria da Penha conta com módulo na regional Pinheirinho

Algumas das mulheres atendidas, por medo de retaliação ou por constrangimento, preferiam que o serviço fosse prestado em outro local que não sua residência

Um módulo foi instalado na regional Pinheirinho para o trabalho da Patrulha Maria da Penha, com equipes que atuam nos bairros das regionais Pinheirinho, Portão, CIC, Bairro Novo e Boqueirão. Foto: Thea Tavares/SMEM

Um módulo foi instalado na regional Pinheirinho para o trabalho da Patrulha Maria da Penha, com equipes que atuam nos bairros das regionais Pinheirinho, Portão, CIC, Bairro Novo e Boqueirão. O espaço entrou em funcionamento nesta quarta-feira (21) com o objetivo de humanizar o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Durante as visitas rotineiras para acompanhamento dos casos, os patrulheiros perceberam que algumas delas, por medo de retaliação ou por constrangimento, preferiam que o serviço fosse prestado em outro local que não sua residência. Por isso foi separado um espaço público para esse atendimento. “O ambiente acolhedor propicia a essa mulher conversar com mais liberdade sobre a situação delicada e perigosa que enfrenta. É preciso respeitar a opção que elas fazem de acompanhamento sem envolver a comunidade”, disse o supervisor da equipe da Patrulha Zeilto Dalla Villa.

Por iniciativa das próprias equipes da Patrulha, uma sala foi adaptada com materiais de construção doados pela comunidade. Os próprios integrantes da Patrulha Maria da Penha ajudaram na reforma. “Cada lajota colocada e cada parede pintada pelos patrulheiros demonstra a sensibilidade e o carinho com que os guardas municipais, integrantes da Patrulha, empregam no sucesso do programa”, comentou a secretária da Mulher de Curitiba, Roseli Isidoro. “Demonstra que para além da compreensão da importância de orientar sobre os direitos contidos na Lei Maria da Penha e atuar na proteção das mulheres em situação de violência, as equipes da Patrulha incorporaram o acolhimento e a atenção diferenciada das mulheres que chegam vulneráveis e fragilizada”, disse.

O administrador da regional Pinheirinho, Edgar Otto Hauber Junior, disse que não foi fácil encontrar um local para o módulo da Patrulha, além do espaço já destinado à Guarda Municipal na Rua da Cidadania, mas devido à importância do trabalho e ao empenho das equipes a sala foi conquistada. A coordenadora da Patrulha, inspetora Paulina Wojcik, disse que vai buscar repetir a ação nas demais regiões da cidade.

Referência

A Patrulha Maria da Penha prestou, em dois meses de atuação, 325 atendimentos e realizou 195 visitas de retorno. Seis agressores foram encaminhados à Delegacia da Mulher de Curitiba, o que resultou em prisão. “Não se trata mais de um projeto piloto, mas de um trabalho que serve de exemplo para outros municípios do Paraná e de outros estados. Temos recebido, com frequência, pedidos de informações de prefeituras do interior e de fora do estado interessadas em adotar o mesmo modelo da Patrulha de Curitiba”, disse a secretária da Mulher.

Roseli Isidoro também lembrou que, recentemente, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, lançou o programa da Patrulha Maria da Penha na maior cidade do País, inspirado no formato empregado em Curitiba.

A guarda municipal Inez Basso, que atua na Patrulha, disse que o serviço conta com grande aceitação das mulheres. “Elas se surpreendem nas primeiras visitas e agradecem o fato de prestarmos esse atendimento, que visa impedir que a violência se repita e inibindo a aproximação do agressor”, disse. O guarda municipal Castro Barbosa, que faz patrulha nas regiões centrais da cidade, disse que é muito comum ouvir das mulheres frases de alívio como: “Agora, eu posso sair para fora do portão”.