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Meio Ambiente

Papagaio morto a tiro preocupa biólogos

Museu de História Natural alerta para a preservação da espécie

A morte de um papagaio-verdadeiro, encontrado no bairro Cabral nesta semana, preocupou os biólogos e ornitólogos do Museu de História Natural da Prefeitura. Curitiba, 26/10/2005 Foto: Valdecir Galor/SMCS
<P align=justify>A morte de um papagaio-verdadeiro, encontrado no bairro Cabral nesta semana, preocupou os biólogos e ornitólogos do Museu de História Natural da Prefeitura. O papagaio foi morto com tiro de uma espingarda de pressão. </P> <P align=justify>Forte e saudável, ele foi encontrado com o bico e uma asa quebrada, que poderia levar à conclusão de que ele poderia ter batido em algum obstáculo, como uma janela, mas o raio-x revelou que havia chumbo no dorso.</P> <P align=justify>"É um absurdo acontecer uma coisa destas em Curitiba, uma cidade que tem o privilégio de ver a sua população de papagaios crescendo em vida livre", alerta a bióloga Tereza Cristina Margarido.</P> <P align=justify>O ornitólogo Pedro Scherer Neto explica que embora o papagaio-verdadeiro não seja uma espécie ameaçada de extinção, sua preservação é importante para a conservação da biodiversidade da cidade de Curitiba. "Esta é uma população que se estabeleceu na cidade", frisa. A ave encontrada na rua dos Funcionários, próximo ao Setor de Agrárias e Veterinária da UFPR, onde há árvores bastante altas, foi entregue no Museu de História Natural.</P> <P align=justify>Episódios como este não são comuns, mas eventualmente são encontradas aves mortas de outras formas na cidade. "Há um mês uma pessoa nos trouxe um pavó, ave ameaçada de extinção e que é um bicho de floresta. A ave foi encontrada morta na Praça Generoso Marques. Estas aves, que devem estar migrando, estão passando pelo centro da cidade", relata o ornitólogo.</P><B> <P align=justify>Muita árvore - </B>A população da espécie <I>Amazona Aestiva</I>, nome científico do papagaio-verdadeiro, que também pode ser encontrada na Região Metropolitana, cresceu em Curitiba especialmente nos últimos sete anos. </P> <P align=justify>"Isto se deve ao conjunto arbóreo da cidade. A arborização pública, as casas com muitas árvores e a fartura de alimentos dão as condições que eles necessitam para se alimentar e se procriarem", explica o ornitólogo, Pedro Scherer ao informar que, mais recentemente, ele observou uma outra espécie na cidade, o <I>Amazona Rodochoryta</I>, conhecido como papagaio-chauá. "O que reforça a tese de que sejam animais que escaparam de algum cativeiro e que encontram na cidade boas condições de sobrevivência", completa.</P> <P align=justify>Os papagaios costumam voar sempre em grupos ou em casais. Eles se alimentam principalmente de frutos, além de flores e folhas. O pinhão é um importante alimento dos papagaios na região sul do Brasil. Em cativeiro, podem viver até 50 anos. Na natureza, o período de vida é bastante variável e não há estudos que permitam dizer por quanto tempo podem viver. Inteligentes e fáceis de se relacionar com o homem, os papagaios sempre fizeram parte da vida do brasileiro, desde a descoberta do Brasil.</FONT></P>