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Inspiração

Paiol Digital reúne histórias e aprendizados de quem transformou ideias em negócios

Encontro no Teatro Paiol trouxe experiências de empreendedores sobre riscos, validação, posicionamento, erros e os desafios de ter um negócio próprio

Paiol Digital reúne histórias e aprendizados de quem transformou ideias em negócios. Foto: Aurelio Stanki

Nessa terça-feira (29/9), aconteceu mais uma edição do Paiol Digital, no Teatro Paiol. O evento organizado pela Prefeitura de Curitiba, por meio da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, reúne mensalmente empreendedores que compartilham suas trajetórias de sucesso.

Este mês, o encontro reuniu três empreendedores com trajetórias diferentes, mas com um ponto em comum: a transformação de ideias em negócios. Participaram Afonso Braga Neto, autor do livro SPOT e fundador do espaço de eventos Spot 105; Andrea Sorgenfrei, jornalista e CEO do Bom Gourmet; e Gustavo de Paula, empreendedor, professor e fundador da startup Chavi, que usa tecnologia para substituir chaves tradicionais.

Na abertura, a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Letícia Justus, chamou a atenção para uma compreensão mais ampla sobre inovação. Segundo ela, inovar não significa necessariamente utilizar tecnologia. "Inovação nem sempre é tecnologia. Pode ser fazer algo diferente no processo para economizar tempo, gerar retorno, lucro ou um resultado melhor", explicou a presidente.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, ouvir histórias reais é uma forma de aproximar o empreendedor dos desafios que fazem parte da construção de um negócio.

"Empreender é tomar decisões todos os dias, muitas vezes sem ter todas as respostas. Por isso, encontros como o Paiol Digital são tão importantes. Quando quem está começando ou já empreende conhece experiências reais, inclusive os erros e as dificuldades de quem já percorreu esse caminho, consegue enxergar novas possibilidades e transformar inspiração em ação", afirmou o secretário.

Afonso Braga Neto levou ao público reflexões sobre decisões e riscos na trajetória empreendedora. Ao falar sobre a Spot, contou que continuou investindo no negócio durante a pandemia, mesmo diante de opiniões de que deveria parar.

Outro ponto abordado foi a construção de marca pessoal. Afonso provocou o público a pensar sobre a percepção causada nos primeiros segundos de contato com uma pessoa ou com seu perfil nas redes sociais.

“A construção de uma marca se resume em três pilares: percepção, posicionamento e autenticidade. Comportamento, comunicação e posicionamento estão diretamente ligados à maneira como uma marca é percebida”, disse o empresário.

A experiência de Andrea Sorgenfrei trouxe outro olhar sobre a jornada empreendedora. Depois de 28 anos trabalhando em uma grande empresa, ela contou que foi aos 53 anos que descobriu, na prática, o que significava empreender, inclusive a diferença entre trabalhar com um orçamento corporativo e cuidar do próprio fluxo de caixa.

Andrea também compartilhou a estratégia utilizada na construção do Bom Gourmet. Antes de transformar o projeto em uma unidade independente, o modelo foi testado dentro da própria empresa. A experiência permitiu validar o negócio antes do próximo passo.

“Na prática, proporcionar uma boa experiência também significa oferecer previsibilidade, fazendo com que o cliente saiba onde está indo, quanto vai pagar e o que encontrará”, afirmou Andrea.

Empreendedor, professor e fundador da startup Chavi, Gustavo de Paula falou sobre aprendizado, erros e os desafios de construir uma startup. Uma de suas provocações foi justamente sobre a busca por fórmulas prontas. "Não acredite em gurus", afirmou ao falar sobre a importância de aprender com os próprios erros e também com os erros de outras pessoas.

Ao compartilhar a própria trajetória, contou que suas primeiras tentativas de criar startups não deram certo. A experiência, segundo ele, reforçou a necessidade de dedicação e execução. Para uma startup, destacou a importância de reunir produto, equipe forte, marketing e vendas, além de foco, disciplina e resiliência.

A preparação também apareceu como um dos aprendizados. Gustavo contou que realizou mais de 100 pitches antes de chegar ao Shark Tank e que chegou a preparar uma inscrição para o programa durante dois anos, mas decidiu não enviá-la naquele momento por entender que ainda não estava preparado.

Gustavo utilizou ainda uma analogia com o rafting para explicar a importância do alinhamento entre sócios.

“Se parte da equipe rema para um lado e parte para o outro, o barco não avança, apenas gira”, exemplificou o empresário.

Sobre o Paiol Digital

O Paiol Digital é um dos encontros do ecossistema de empreendedorismo e  inovação de Curitiba, realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI) e da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. Realizado no Teatro Paiol, o evento tem formato inspirado nas palestras TED, com apresentações curtas e dinâmicas de especialistas, empreendedores e profissionais de diferentes áreas. Desde 2018, o Paiol Digital promove encontros entre conhecimento, inovação, empreendedorismo e novas tecnologias, aproximando o público de experiências reais e diferentes caminhos para transformar ideias em negócios.