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Tão longe, tão perto

Olhar Curitiba traz Caximba além do aterro

Ensaio traz imagens da natureza no bairro mais distante do centro da cidade.

Depois de 21 anos abrigando os resíduos recolhidos na capital e outras cidades da região metropolitana, o aterro sanitário acabou se tornando a referência mais lembrada quando se fala da Caximba. Hoje área de recuperação e preservação ambiental. Curitiba, 19/07/2018 - Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

Depois de 21 anos abrigando os resíduos recolhidos na capital e outras cidades da região metropolitana, o aterro sanitário acabou se tornando a referência mais lembrada quando se fala da Caximba.

O mais afastado dos bairros da capital, no entanto, vai além do aterro, sendo uma região com perfil e história particulares. E de onde afloram imagens muito diferentes das toneladas de lixo que hoje recebem manutenção permanente, como mostra ensaio da fotógrafa Lucília Guimarães.

Mudanças
O aterro foi fechado há oito anos. No local, funciona hoje uma estação de tratamento dos líquidos gerados na decomposição do lixo.

A região, onde a Prefeitura vem atuando para regularizar áreas de ocupação irregular como a Vila 29 de Outubro, abriga parte da Área de Proteção Ambiental do Rio Iguaçu, criada em 1991. São mais 4 mil hectares, que cortam a porção leste/sul da cidade, do Cajuru até o encontro do Rio Barigui com o Rio Iguaçu, no Caximba.

Imagens dessa natureza “grudada” no aterro emergem no ensaio de Lucília para o Olhar Curitiba, espaço em que os fotógrafos da Prefeitura trazem abordagens diferentes da cidade.

Ela, que acompanha a região desde a instalação do aterro, captou, por exemplo, um ninho que um joão-de-barro instalou num dos canos de liberação do gás produzido pelo lixo aterrado, além de capivaras, pássaros diversos e uma natureza abundante.

Origens 
O Caximba é uma localidade tradicional. Formou-se, principalmente, pela fixação de imigrantes europeus, como italianos e poloneses. Atualmente, abriga cerca de 2.600 moradores, sendo um dos bairros com menor densidade demográfica de Curitiba, de acordo com estimativas atualizadas pelo Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba).

Localiza-se no extremo sul de Curitiba, na divisa com Araucária e Fazenda Rio Grande, a 27 quilômetros do marco zero da cidade, e recebe as várzeas do Rio Iguaçu e do Rio Barigui.

Pelas suas características, a região desenvolveu atividades primárias de extração de areia e indústrias oleiras para atender as demandas da cidade. Além disso, a região se destaca pela produção de tijolos e extração de areia, matérias-primas usadas na construção civil de Curitiba.

A APA está dividida em setores de alta e média restrição de uso, setor de uso esportivo, setor de transição e setor de serviços.

Confira as imagens.