Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O Brasil tem um grande potencial para liderar a mudança da matriz energética na mobilidade urbana, com iniciativas públicas e privadas para promover uma transição segura e inclusiva. As alternativas para ampliar a eletromobilidade foram discutidas no painel Cidades Inteligentes em Movimento: quando o planejamento urbano encontra a mobilidade de baixo carbono, no primeiro dia do Smart City Curitiba Expo 2026, nesta quarta (25/3), na Arena da Baixada.
Mediados por Leonardo Tostes, head de marketing da Impactability, empresa de assessoria de práticas socioambientais, o debate reuniu a arquiteta e urbanista Gisele Medeiros, assessora de investimentos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Andrei Kuhnen, gerente de engenharia América Latina da Renault; Halyne Birk, embaixadora ESG na Horse Brasil, empresa de motores de baixa emissão; e Sandro Tapparo, gerente comercial da Be8, produtor de biocombustível do Rio Grande do Sul.
A junção de iniciativas e ações do poder público e da iniciativa privada, aliado a expertise e conhecimento da academia, foi apontada como um dos caminhos para a aceleração da mudança de matriz energética no transporte, um dos segmentos de maior emissão de poluentes no Brasil. Os incentivos governamentais para subsídio de compra de veículos, o investimento em infraestrutura de recarga e o fomento a novas oportunidades de negócio a partir do reaproveitamento da bateria são alguns dos caminhos apontados para a promoção de uma mobilidade mais sustentável, segura e inclusiva.
“O Brasil é o quarto maior consumidor de diesel do mundo e temos o desafio de transformar o transporte rodoviário e de cargas em uma matriz mais limpa”, disse Tapparo, da Be8.
Já o poder público deve fomentar políticas e a adequação das cidades na promoção da mobilidade urbana sustentável. Curitiba tem investido em qualificação do sistema de transporte e o redesenho de espaços urbanos que priorizam as pessoas e o deslocamento ativo, visão que também permeia as diretrizes do desenvolvimento urbano da cidade para os próximos anos.
“Cidades inteligentes não são as que tem mais tecnologia, mas sim fazem as melhores escolhas urbanas. Sem planejamento urbano, não há deslocamento sem emissões. A abordagem estratégica também inclui uma visão sistêmica do desenho urbano, com soluções múltiplas”, disse Gisele Medeiros.