Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
As empresas exportadoras de Curitiba não se abateram com o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros e fecharam 2025 com US$ 2,2 bilhões em exportações, alta de 18% em relação aos US$ 1,83 bilhão registrados em 2024.
Em 2025, as exportações de Curitiba tiveram o terceiro melhor resultado da série histórica iniciada em 1997, só perdendo para 2022 (US$ 2,56 bilhões) e 2023 (US$ 2,63 bilhões). Para efeitos de comparação, no mesmo período as exportações do Paraná cresceram 1,2% e as exportações brasileiras 3,5%.
A Argentina foi o principal importador de Curitiba em 2025, com 20% do total, seguido pelo Peru, com 14,9%, China, com 14,4% e Chile, com 10,4%. Os Estados Unidos ficaram em quinto lugar, com 5,6%, a mesma posição registrada em 2024, embora as exportações tenham caído de US$ 163,1 milhões para US$ 123,1 milhões, recuo de 24%.
Os números fazem parte de um levantamento realizado pela Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento com base no banco de dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) e apresentados pelo secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, durante a audiência pública de Finanças na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), na quarta-feira (25/2). “As exportadoras conseguiram aumentar suas vendas para outros mercados, compensando a queda registrada para o mercado norte-americano”, explicou.
Tratores
A alta nas exportações foi puxada por tratores, com aumento de 25% nas vendas, para US$ 448 milhões; soja triturada, com acréscimo de 37%, para US$ 323 milhões; veículos para transporte, com aumento de 15%, para US$ 287 milhões; e energia, com US$ 95 milhões, alta de 42%.
Curitiba foi o quarto município paranaense mais afetado pela queda de exportações para os Estados Unidos, atrás de Mandaguari (US$ 79 milhões), Campo Largo (US$ 52 milhões) e Telêmaco Borba (US$ 49 milhões).
Os segmentos que mais perderam espaço nas exportações de Curitiba em 2025, após o tarifaço, foram os de partes e acessórios de veículos, artigos e aparelhos ortopédicos, fios, cabos e outros condutores, motores de pistão e obras de carpintaria para construção.
A expectativa é que a revogação do aumento das tarifas de importação pela Suprema Corte nos Estados Unidos possa viabilizar a retomada das vendas para o mercado americano em 2026.