Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Com a queda das temperaturas, a Fundação de Ação Social (FAS) reforçou os serviços de abordagem social e acolhimento de pessoas em situação de rua em Curitiba. Na noite deste domingo (9/8) e madrugada desta segunda-feira (10/8), 1.672 pessoas dormiram nas unidades de acolhimento mantidas pela Prefeitura. As equipes também realizaram 285 abordagens sociais em toda a cidade.
Esse foi o segundo maior número de acolhimentos registrado neste inverno. O recorde foi registrado em 22 de julho, quando 1.673 pessoas foram acolhidas. O trabalho ampliado continua nas noites desta segunda e terça-feira (11/8).
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a temperatura mínima prevista para o amanhecer desta terça-feira (11/8) é de 7°C, com sensação térmica de 2°C. Na quarta-feira (12/8), a mínima deve chegar a 9°C, com índice de frio de 6°C.
As ações intensificadas fazem parte da Operação Inverno, lançada pela Prefeitura de Curitiba em 15 de maio, com apoio da Defesa Civil do município. Desde o início da operação, a FAS já realizou 22 ações intensificadas.
O reforço dos serviços é adotado sempre que a previsão indica temperaturas iguais ou inferiores a 8°C, condição que aumenta o risco de hipotermia para pessoas expostas ao frio.
Equipes nas 10 regionais
Durante as ações intensificadas, 19 equipes de abordagem social trabalham das 18h à 1h. Desse total, dez são mobilizadas para a Regional Matriz, onde há maior concentração de pessoas em situação de rua, e outras nove atendem as demais regionais da cidade.
Nos demais horários, o atendimento permanece ininterrupto, 24 horas por dia, por meio da Central de Encaminhamento Social (CES), com apoio dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) durante o dia.
“O trabalho da FAS ganha ainda mais importância quando as temperaturas caem. Reforçamos as equipes e ampliamos a oferta de acolhimento para garantir proteção e atendimento a quem está em situação de rua. Nosso objetivo é que nenhuma pessoa fique desassistida durante os períodos de frio mais intenso”, afirma o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues.
Busca ativa
Durante as abordagens, além de oferecer vagas de acolhimento, as equipes orientam as pessoas sobre os serviços disponíveis e fazem os encaminhamentos necessários para a rede de proteção social do município.
As equipes fazem busca ativa nas ruas e também atendem às solicitações registradas pela população por meio da Central 156. Em noites sem previsão de frio intenso, o município mantém dez equipes de abordagem social em operação.
As pessoas que aceitam o atendimento são encaminhadas para unidades de acolhimento próprias e parceiras da Prefeitura, onde têm acesso a alimentação, espaço para higiene pessoal, pernoite e proteção contra o frio.
Quando há necessidade de atendimento médico, as equipes podem acionar o Samu, o Consultório na Rua ou encaminhar a pessoa para uma unidade de saúde.
Para quem recusa o acolhimento e está com pouca proteção contra as baixas temperaturas, são oferecidos cobertores e mantas térmicas.
Atendimento social
Mais que oferecer alimentação e um local protegido para dormir, a rede de acolhimento do município desenvolve um trabalho voltado à superação das situações de vulnerabilidade. A partir de um acompanhamento individualizado, as pessoas podem ser encaminhadas para diferentes políticas públicas, conforme suas necessidades, como emissão de documentos, acesso à saúde, tratamento para dependência química, qualificação profissional e reinserção familiar.
“O acolhimento é a porta de entrada para um trabalho social mais amplo. Nosso objetivo é criar oportunidades para que essas pessoas reconstruam vínculos, recuperem a autonomia e desenvolvam novos projetos de vida”, explica Renan.
Curitiba conta atualmente com 1.769 vagas de acolhimento distribuídas em 33 unidades próprias e parceiras. Se necessário, a Prefeitura pode acionar o Plano de Contingência Municipal, com a abertura de abrigos provisórios em espaços públicos ou comunitários. A operação envolve dez secretarias municipais.
Como ajudar
A população também pode ajudar a proteger pessoas em situação de rua. Ao identificar alguém exposto ao frio, o cidadão pode solicitar atendimento pela Central 156, por telefone, site ou aplicativo. As informações são encaminhadas às equipes da FAS, que fazem a abordagem social, orientam a pessoa e oferecem os serviços disponíveis na rede de proteção social.