Texto: Matheus Hildebrando Neme
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O jornalismo paranaense perdeu nesta terça-feira (18/8) um de seus nomes mais conhecidos. Morreu, aos 80 anos, o jornalista e cartunista Francisco “Pancho” Camargo, que estava internado no Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, destacou a importância de Camargo para a imprensa local e prestou soliedariedade a amigos, família e colegas de profissão.
"Foi uma referência para o jornalismo e formou uma geração de grandes profissionais", afirmou o prefeito.
Com uma trajetória de mais de seis décadas na imprensa, Pancho passou por veículos como Última Hora, Correio de Notícias, Tribuna do Paraná, O Estado do Paraná e Gazeta do Povo, onde trabalhou por quase 30 anos. Ao longo da carreira, destacou-se como jornalista, editor e pela criação de manchetes, além de manter uma produção constante como cartunista e cronista.
Iniciou sua relação com o jornalismo ainda jovem, em 1963, quando trabalhava em uma sucursal do jornal Última Hora, em Curitiba. Foi também nesse período que começou a assinar charges, adotando o apelido Pancho.
“A imprensa paranaense perde um de seus personagens mais autênticos. Permanecem o legado, as histórias, as tiras, as manchetes, o humor e as lembranças de quem teve o privilégio de dividir uma redação, uma pauta, uma conversa ou uma amizade com ele”, declarou a Associação Paranaense de Imprensa.
O cartunista e o cotidiano de Curitiba
A produção de desenhos acompanhou Pancho durante boa parte da carreira. Em 1987, no Correio de Notícias, criou os personagens Rolmops e Catchup, com tiras que se tornaram uma das marcas de seu trabalho.
Com humor e crítica, os personagens permitiam ao cartunista abordar situações do cotidiano e questões sociais. A observação da cidade, das pessoas e das conversas do dia a dia era uma das fontes de inspiração para sua produção.
No jornalismo, Camargo também ficou conhecido pela capacidade de elaborar títulos e pela atuação na edição de jornais. Na Gazeta do Povo, foi responsável durante anos pela primeira página e participou ainda de projetos como o Primeira Hora.
Ao longo de sua carreira, recebeu o reconhecimento de colegas de profissão e ajudou a formar diferentes gerações de jornalistas que passaram pelas redações curitibanas.